Manaus/AM - Na quarta-feira (15), um vazamento de gás em um tanque da Empresa Innova, no Distrito Industrial de Manaus, levantou hipóteses sobre suas causas. Christian Barg, representante da companhia, afirmou que ainda é cedo para apontar a causa específica, mas falha humana não está descartada já que pode ter faltado água necessária para o processo automático de resfriamento do tanque.
"Pode ter sido uma falha humana, mas vamos esperar para ter um entendimento melhor sobre isso". Segundo ele, os tanques possuem dispositivos de resfriamento, segurança e controle que deveriam impedir esse tipo de ocorrência, mas será necessário analisar os arquivos do sistema automático e reunir evidências para confirmar o que realmente aconteceu.

"Já o coronel Orleilso Muniz, do Corpo de Bombeiros, explicou que houve deformação na parte superior do tanque, comprometendo válvulas de segurança, e destacou: “Nós concentramos as nossas ações em resfriar o tanque, resfriar e não faltar água”. Ele comparou o processo ao comportamento do acetileno em cilindros, quando submetidos a impacto, ressaltando que o resfriamento só termina após a liberação total do gás.
"O acetileno é um desses cilindros que são transportados em cima de caminhões e, quando sofrem um impacto, acontece o mesmo processo: a molécula do acetileno se quebra e começa a vazar em cadeia. Esse resfriamento só termina quando todo o volume de gás é liberado, sendo necessário fazer a liberação para o meio ambiente. Então, o Corpo de Bombeiros, entendendo que não havia aparentemente nenhum dano no tanque ou no sistema de resfriamento, constatou que houve sim o resfriamento, mas também uma deformação na parte superior do tanque, que abalou suas válvulas de segurança. Nós concentramos nossas ações em resfriar o tanque e garantir que não faltasse água".
O coronel frisou ainda que há poucos dias a empresa passou por um exercício simulado e tudo estava dentro dos conformes. Ele afirmou inclusive que a mesma dispõe de aparato e treinamento para situações como essa.
"Dentro da empresa há uma reserva de resfriamento que possui alto nível de vistoria do Corpo de Bombeiros. Na segunda-feira passada, inclusive, foi feito um exercício simulado dentro da empresa para testar suas capacidades operacionais (...) O Corpo de Bombeiros exige que as empresas mantenham seus componentes de segurança em funcionamento justamente para mitigar problemas. Se tivesse avançado para uma explosão, a tragédia estaria posta e certamente estaríamos comentando outro cenário. Nós estivemos lá e pudemos usar os equipamentos da empresa, inclusive os caminhões de água, além dos nossos caminhões de combate a incêndio, que foram utilizados em conjunto com o sistema interno de combate. Portanto, não faltou água e, neste momento, qualquer pessoa pode visualizar que os caminhões ainda continuam o processo de resfriamento", afirma.




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