Manaus/AM - O Comitê de Crise do Governo do Amazonas apresentou, em coletiva de imprensa, um balanço detalhado das ações de resposta ao vazamento do gás estireno em um tanque da empresa Innova, localizada no Distrito Industrial I, em Manaus. O incidente teve início na tarde de quarta-feira (15).
De acordo com as autoridades, as equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) chegaram ao local em apenas sete minutos após o acionamento às 17h36. Com o avanço das estratégias de contenção e resfriamento ao longo da madrugada, a situação já é considerada controlada, embora os trabalhos preventivos devam continuar pelas próximas 24 horas.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Coronel Orleilson Muniz - Comandante-geral do Corpo de Bombeiros detalhou que o vazamento ocorreu devido a uma reação química espontânea no interior do tanque, gerando superaquecimento e alta pressão. Para evitar o risco de explosão, as válvulas de segurança liberaram jatos verticais do produto na atmosfera.
A principal estratégia da corporação foi o resfriamento constante das paredes externas do tanque e, posteriormente, a aplicação de água com Líquido Gerador de Espuma (LGE) em seu interior para abafar os resíduos.
Cenário atual: Cerca de 80% do material expelido atualmente pelas escotilhas é vapor d’água, e não gás estireno. Estima-se que 70% do produto químico já tenha reagido e se solidificado no fundo do reservatório.
Qualidade do ar no local: Medições realizadas na manhã desta quinta-feira (16) apontaram que a concentração de partículas do gás no entorno do tanque caiu para 6,8 partes por milhão (ppm) — um número dez vezes menor do que o limite de tolerância para a exposição humana, que é de 70 ppm.
Apesar da melhora expressiva nos índices, o perímetro de isolamento de 300 metros segue mantido de forma preventiva pelas forças da Polícia Militar e Defesa Civil, permitindo apenas a entrada de técnicos e equipes de resgate.



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