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Bandido já "estava preso" quando atirou em policial no Amazonas Shopping

O mineiro José Evaristo Moraes, apontado como um dos assassinos do policial  Washington Afonso Simões, no estacionamento do Amazonas Shopping, em setembro, era preso de justiça. Cumpria pena por ter tentado assaltar a Rádio Cidade, em Manaus, em 2009.



O mineiro José Evaristo Moraes, um dos homens presos ontem acusados de matar o policial Washington Afonso Simões, no dia 12 de setembro, no estacionamento do Amazonas Shopping,  já havia atirado contra outro  policial,  no dia 9 de dezembro de 2009. Depois de um assalto à  Rádio Cidade, na rua José Paranaguá, Centro de Manaus, ele e seu comparsa  Richards Cordeiro Camargo  trocaram tiros com policiais militares. Na ação, o policial   Antônio Cristiano Sales  foi ferido no calcanhar, mas conseguiu juntamente com outro PM  prender em flagrante a dupla.
 

Presos, eles foram levados ao 2° Distrito Policial , onde o delegado à época, Alexandre Moraes da Silva,  lavrou o auto de prisão em flagrante e encaminhou José Evaristo e Richard à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa.

Cerca de 8 meses depois, 18 de agosto do ano passado, o juiz Genesino Braga Neto, da 10ª Vara Criminal, sentenciou José Evaristo, a 5 anos e 4 meses de detenção em regime semi-aberto e 1 ano no aberto.

Depois de passar seis meses no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, José Evaristo, em março deste ano ingressou com pedido de progressão de regime do semi-aberto para o aberto.

O Ministério Público, depois de ter acesso a certidão disciplinar assinada pelo tenente da Policia Militar, Lercio de Souza Rodrigues, diretor do semi-aberto do Compaj, do bom comportamento de José Evaristo, homem acostumado a atirar em polícia, deferiu o pedido e o juiz Antônio Carlos Marinho Bezerra Júnior, dia 27 de abril, seguiu parecer do MP e mandou o bandido   para a Casa do Albergado.

Dia 12 de maio deste ano, José Evaristo  chegou a Casa do Albergado, localizado na avenida Codajás, Cachoeirinha, Zona Sul, onde assinou as condições do regime aberto.

Em junho, ele ingressou com pedido de saída temporária para o convívio familiar.

Mas  desta vez o Ministério Público, depois de analisar a certidão carcerária, denuncia que José Evaristo  tinha sido beneficiado com 35 saídas temporárias, mas na verdade já tinha saído 42 dias e indeferiu o pedido.

A denúncia do MP  levou o juiz  Luiz Carlos de Valois Coelho, da Vara de Execuções Penais, a dia 16 do mês passado, quatro dias  depois do assassinato do policial civil  Washington Afonso Simões, a solicitar informações a diretora da Casa do Albergado a respeito da denúncia do promotor.
 

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