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Analfabetismo é maior entre homens com idade acima de 15 anos no Amazonas

Analfabetismo é maior entre homens com idade acima de 15 anos no Amazonas
Analfabetismo é maior entre homens com idade acima de 15 anos no Amazonas

A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais no Amazonas chegou a 4.9% em 2022, caindo 1.7% em relação a 2016, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) Contínua Anual por semestre, divulgada hoje pelo IBGE. Em relação ao sexo, 5,3% dos analfabetos eram homens e 4,5% mulheres e quanto à raça, 3,6% das pessoas nessa condição eram brancas e 4,9% pretas ou pardas.

A pesquisa mostrou que 9 milhões de pessoas no país são analfabetas, enquanto que no Amazonas esse número chega a 149 mil pessoas.

Entre as regiões, a Norte é a segunda do país com número de pessoas nessa condição, perdendo apenas para o Nordeste, que tem 11,7% de sua população adulta sem saber ler e escrever. O índice é superior ao nacional, que chega a 5,6%, enquanto no Amazonas foi de 4.9% em 2022, conforme dados da delegacia regional do IBGE.

No Amazonas, entre pessoas de 60 anos ou mais de cor branca, a taxa de analfabetismo aumentou quando comparada à das pessoas pardas ou pretas. Em 2016, era de 10.5% entre pessoas brancas e 24.8% entre pessoas pardas ou pretas. Em 2022, 14.4% das pessoas brancas nessa faixa etária eram analfabetas e 18.9% eram pretas ou pardas.  

Quanto à formação, em 2022, 12.8% da população do Estado tinha curso superior completo, 5,5% incompleto ou equivalente, 35.8% ensino médio completo o equivalente, 9.3% ensino médio incompleto ou equivalente, 7.6% ensino fundamental completo o equivalente, 24,2% ensino fundamental incompleto ou equivalente e 4.7% não tinha instrução.

O percentual de pessoas sem instrução aumentou em relação a 2019, que era de 4.1%, mas caiu quando comparado ao índice de 2016 que foi de 7,1%.

Outro dado da PNAD do Estado mostra que em 2022, 13.9% da população com idade entre 15 a 29 anos estudavam e trabalhavam, 33.5% trabalhavam e não frequentavam escola e nem fazia qualquer tipo de curso e 27.2% somente estudavam, sem exercer qualquer atividade laboral e 25.4% nem trabalhavam e nem estudavam, índice superior do ao Brasil que foi de 20%.

Ao tentar saber quais os motivos que levaram os jovens a não seguir estudando, a pesquisa descobriu que entre os homens na faixa de 15 a 29 anos com no máximo o ensino médio incompleto, a principal motivação foi a necessidade de trabalhar, 59,2%, enquanto entre as mulheres, foi de 26,5%.

Entre as mulheres, no entanto, a necessidade de realizar afazeres domésticos e cuidado de pessoas foi a justificativa para não estudar de 35,0%.

O IBGE destaca o percentual significativo de pessoas que não tinham interesse em estudar: 26,0% entre os homens e 20,5% entre as mulheres, entre as quais 22,9% dentre as pessoas brancas e 24,0% dentre as pretas ou pardas. No Brasil, 3,1% elegeram a falta de escola, vaga, turno ou curso de interesse para não estudar.

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