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Amazonas registra recorde de resgate de pessoas em trabalho escravo no Brasil

Amazonas registra recorde de resgate de pessoas em trabalho escravo no Brasil
Amazonas registra recorde de resgate de pessoas em trabalho escravo no Brasil

Manaus/AM - O Amazonas registrou o maior número de resgate de pessoas em situação de trabalho escravo no Brasil, conforme dados divulgados na segunda-feira (2) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Dos 441 trabalhadores resgatados no país no primeiro semestre de 2024, cem foram no estado amazonense em área de desmatamento e garimpo. 

O estudo mostra que houve uma redução de casos. Em 2023, no mesmo período, o país registrou 98 casos e 1.395 pessoas resgatadas, enquanto em 2024 foram 59 casos e 441 trabalhadores rurais resgatados. Confira abaixo o total de trabalhadores resgatados por unidade de federação:

Amazonas - 100

Minas Gerais - 77

Espírito Santo - 71

Mato Grosso do Sul - 69

Rio Grande do Sul - 41 

Maranhão - 25

Paraíba - 17

Bahia - 15

Pernambuco - 9

Mato Grosso - 4

Pará - 4

Rondônia - 4

Paraná - 3

Alagoas - 2

Ainda conforme o CPT, as atividades com maior concentração de trabalhadores resgatados continuaram sendo de lavouras permanentes (209 pessoas), seguida do desmatamento (75), mineração (70), produção de carvão vegetal (44) e a pecuária (39), demonstrando a grande contribuição do agronegócio e da mineração para a perpetuação do trabalho análogo à escravidão.

“É importante ressaltar que os números divulgados refletem apenas uma parte dos casos ocorridos em 2024, pois os dados só são consolidados após tramitação e validação pelos órgãos de fiscalização competentes.”, diz o CPT.

Desmatamento - O documento também mostra que o Amazonas é o estado com maior registro de desmatamento, com 19 ocorrências, seguido por Pará, com 17; Maranhão, com 14 e Rondônia, com 12. 

“Foram 100 casos de desmatamento ilegal, dos quais 76% dos registros ocorreram na Amazônia Legal, sendo as comunidades indígenas as que mais sofreram com a devastação do fogo.", aponta o documento. 

O documento também mostra o relato do povo Munduruku no Alto Tapajós/PA. “Neste ano de 2024, estamos sofrendo muito com as mudanças climáticas em nosso território. Além dos incêndios, os rios estão secos, as pessoas estão sem água. Em alguns locais, o rio é uma lama de tanta destruição com o garimpo. O rio Marupá secou, os rios estão secando mais do que todos os limites de antes. Precisamos lutar por água potável para nosso povo e condições de vida, mesmo com as mudanças climáticas.”

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