Manaus/AM - Nas últimas semanas, aumentou o número de pessoas com sintomas de gripe no Amazonas e consequentemente a procura por atendimento em unidades de saúde. O estado enfrenta até maio o período chuvoso, chamado de inverno Amazônico.
Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), somente em novembro, foram registrados 501 casos notificados para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados constam no Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep-Gripe), sistema oficial do Ministério da Saúde para notificação de casos.
Também foram registrados outros 140 casos identificados de Influenza A (H3N2) em amostras processadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM).
Também circulam pelo estado outros vírus, são eles; Adenovírus, Bocavírus, Metapneumovírus, Parainfluenza 1, Parainfluenza 2, Rinovírus e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
De acordo com a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o aumento de casos de Síndrome Gripal ocorre principalmente por Influenza A.
“Até maio do ano que vem, vamos enfrentar esse tipo de ocorrência por causa do aumento de circulação de vírus respiratórios. Por conta disso, a FVS lembra a todos a importância de manter as medidas contra a Covid-19 que também são úteis para conter a transmissão de vírus respiratórios”, destacou.
Segundo os dados da FVS, os 501 casos de SRAG registrados em novembro foram detectados em 27 municípios do Amazonas, sendo 63% em Manaus, 34% no interior, e 3% notificados, mas residentes em outros estados brasileiros. Segundo o diretor técnico da FVS-RCP, Daniel Barros, 55% dos casos foram registrados em homens com idade entre 20 e 59 anos, seguidos de idosos (34%).
Ainda em novembro, nos pacientes menores de 10 anos de idade, foram registrados 22 casos de SRAG por Covid-19, 12 por outros vírus respiratórios, 9 por rinovírus e 1 caso de Influenza A (H3N2) em uma criança na faixa etária de 5 a 9 anos.
“Assim como os idosos, as crianças são população vulnerável aos vírus respiratórios. É preciso ficar atento para os sintomas mais frequentes, como tosse, falta de ar e febre, seguido de desconforto respiratório e saturação de oxigênio abaixo de 95%”, afirma Daniel.
Outro detalhe que auxilia na montagem do cenário é destacar que 43% dos casos de SRAG apresentam pelo menos um fator de risco com destaque para idosos (46%).
Foram registrados 64 óbitos por SRAG, o que corresponde a uma taxa de letalidade de 13%. “Importante destacar que 50% dos óbitos apresentaram, pelo menos, um fator de risco para agravamento do quadro clínico, como população idosa, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e pneumopatias”.
A população deve ficar atenta aos sintomas gripais e buscar atendimento médico em unidade de saúde mais próxima dependendo da gravidade dos sintomas. “Caso venha a sentir febre, dores no corpo de forma leve, corizas, procure inicialmente uma unidade básica mais próxima da sua casa, do seu trabalho. Caso esse quadro seja um pouco mais severo, como falta de ar, cansaço e outros sintomas associados, procurar serviço de pronto atendimento ou uma UPA”, disse Adriana.

