O advogado Francisco Boary foi liberado depois de ser levado ao 1o Distrito Policial na noite desta segunda-feira. A acusação é de que teria sido flagrado passando um celular para uma presa, mas o advogado esclareceu que colocou a sua cliente na linha com a mãe dela, que o contratou, uma vez que a presa se negava a assinar uma procuração dando-lhe poderes para atuar no caso que resultou na prisão da detenta.
Uma agente penitenciária tomou o celular e a carteira do advogado, dando-lhe voz de prisão. O caso foi levado para o distrito policial onde a delegada Alessandra Braga informou que não cabia o flagrante e que o advogado pode sim permitir que o seu cliente faça ligações de seu próprio celular.
Boary, entretanto, só não ficou preso e teve o flagrante levrado porque a Ordem dos Advogados do Brasil enviou um representante para acompanhar o caso: o conselheiro Cristhian Naranjo, que também é presidente da Comissão de Prerrogativas e de direitos da entidade. Naranjo condenou a arbitrariedade da segurança do presídio e disse que Ordem sempre marcará presença onde o direito de prerrogativa do advogado for contrariado.
EM NOTA, OAB DIZ QUE HOUVE ARBITRARIEDADE
Prezado Holanda,
Na tarde de hoje, 28, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Amazonas, recebeu comunicado sobre noticia inicial de suposta prisão de um advogado. Por determinação do Presidente Simonetti Neto, a Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB Amazonas foi até o 1o. DIP a fim de tomar conhecimento do incidente e fazer o acompanhamento do colega Francisco Boary.
Após conversa com a delegada Alessandra Braga, houve a noticia de que o fato aconteceu no pátio da unidade feminina, diante da guarda interna e de outras detentas, ante a inexistência de parlatório ou local apropriado para o atendimento. Na verdade, ao informar que era seu advogado, a interna disse não conhecê-lo quando então o colega ligou para a mãe da interna, a fim de que confirmasse ser o advogado. Neste momento o advogado Francisco Boary foi detido na unidade, vendo tomado seu telefone e sua carteira profissional.
Já na delegacia foi constatado que não houve, por parte do advogado, dolo específico e nem o objetivo de fazer entrar um aparelho celular naquele presidio, muito menos de forma oculta, sorrateira, o que levou à liberação do colega Francisco Boary sem a feitura de qualquer procedimento em seu desfavor.
A OAB Amazonas, por meio dessa Comissão de Direitos e Prerrogativas, em nome do Presidente Simonetti Neto, agradece a Delegada de Policia Civil Alessandra Barroso pelo profissionalismo com o qual tratou o assunto, e da mesma forma esta seccional reafirma seu compromisso com a defesa intransigente das prerrogativas profissionais da classe de advogados.
OAB -AM

