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Elizabeth Savala volta a Manaus com A.M.A.D.A.S

Elizabeth Savala volta a Manaus com A.M.A.D.A.S
Elizabeth Savala volta a Manaus com A.M.A.D.A.S

Manaus/AM - O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, recebe o espetáculo teatral “A.M.A.D.A.S” - Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, neste sábado (18), às 20h, e domingo (19), às 19h, no Teatro Amazonas, com a atriz Elizabeth Savala. A sátira, que integra as comemorações dos 120 anos do ícone cultural do estado, o Teatro Amazonas e, ainda, os 20 anos de atividades da Secretaria de Cultura, aborda o comportamento das mulheres diante de padrões de beleza cada vez mais rígidos e angustiantes.

Por meio de um humor histriônico e contagiante, o espetáculo coloca em discussão algumas das questões mais importantes sobre a condição da mulher moderna: o texto enfoca a via crúcis de uma mulher que chega à meia-idade, pressionada pelas demandas de uma sociedade cada vez mais fútil e superficial.

Com texto de Regiana Antonini e direção de Luiz Arthur Nunes, o espetáculo é um convite a um debate instigante, protagonizado pela experiente Elizabeth Savala. Com 41 anos de carreira, a atriz tem muitas histórias para contar. Nessas quatro décadas, Elizabeth vivenciou diversos personagens, entre mulheres fortes, dramáticas, fúteis, quase sempre cômicas. Paulistana do Butantã, estreou na TV aos 19 anos interpretando a Malvina da novela “Gabriela”. Ícone da teledramaturgia brasileira, a atriz também é uma figura carimbada nos palcos, onde está em cartaz continuadamente desde 1988 com os espetáculos Lua Nua, Ações Ordinárias, Mimi, É!.., e Friziléia.

Regina Antônia, a protagonista de “A.M.A.D.A.S”, é mais uma mulher que um dia acordou despencada. A história trata do fenômeno do “despencamento”, que atinge a todas as mulheres com a chegada da meia idade, e fala sobre as inseguranças e angústias geradas pela impossibilidade de conservar o visual e o comportamento típicos da juventude a essa altura da vida.

Para Elizabeth Savala, isso aconteceu quando completou 51 anos. “No dia anterior eu acordei e li meu jornal como sempre. No dia seguinte, eu já não conseguia ler sem óculos”, recordou e ainda completou, sobre a ditadura da beleza: “Não é uma questão de culpa, mas a sociedade cobra isso de todos nós, essa obrigação de se estar sempre jovem, sarada e bonita. O texto mostra, através do humor, o quanto é ridículo esse esforço para se esconder a idade quando ela chega”.

 

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