Início Agenda Cultural Corpo de Dança do Amazonas vence Prêmio Funarte 2022
Agenda Cultural

Corpo de Dança do Amazonas vence Prêmio Funarte 2022

Corpo de Dança do Amazonas vence Prêmio Funarte 2022
Corpo de Dança do Amazonas vence Prêmio Funarte 2022

Manaus/AM - A força da dança contemporânea do Amazonas, representada pela companhia estatal, Corpo de Dança do Amazonas (CDA), ganha destaque nacional pelo terceiro ano consecutivo. Desta vez, o grupo amazonense foi contemplado com o Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança 2022, concedido pelo Governo Federal. O corpo de dança foi selecionado com os espetáculos “TA – Sobre ser Grande”, de Mário Nascimento, e “Rios Voadores”, de Rosa Antuña.

A premiação, segundo o diretor artístico do CDA, Mário Nascimento, é o resultado de um trabalho multiprofissional que envolve o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural (AADC), e o talento dos bailarinos. 

O Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança assume o objetivo de promover a circulação e a difusão de espetáculos de dança, contribuindo para o fortalecimento do segmento artístico. Nos anos anteriores o CDA também foi contemplado pelo Governo Federal: em 2021, “TA - Sobre Ser Grande” recebeu Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual, e, em 2020, o espetáculo “Solatium” foi o contemplado na mesma edição de acessibilidade. 

Sobre os espetáculos

“TA – Sobre ser Grande”, de Mário Nascimento: “TA” significa Grande para os Tikunas – povo originário do Amazonas, que ocupa uma vasta área. Expressão curta carregada de sentidos, a língua para esses povos é parte deles, os sons do ambiente fazem parte do idioma que se fala, sejam pardos, roncos, chiados e tantos quantos conseguem escutar, define onde vivem como “TA”. Um território que abriga, acolhe, alimenta e precisa também de cuidados. Carrega nos corpos e expressa toda força de um povo que vive nessa amplitude. A trilha sonora é do DJ Marcos Tubarão.
 
“Rios Voadores”, de Rosa Antuña: “rios voadores” é um termo usado para designar uma gigantesca massa de vapor de água vinda do oceano e somada à transpiração da floresta. O equilíbrio das chuvas em outras regiões do Brasil depende do equilíbrio da Floresta Amazônica e da formação dos rios voadores. Neste espetáculo, a coreógrafa Rosa Antuña busca trazer para a cena a importância da preservação do meio ambiente como ponto crucial para o equilíbrio do planeta.
 
A mitologia amazônica, além de sua fauna e flora, formam inspiração para a construção da movimentação do trabalho. A trilha sonora original é assinada pelo compositor Makely Ka, que traz para a cena um diálogo com a cultura popular e a música contemporânea.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?