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Vídeo divulgado por Cláudio Castro mostra tentativa de fuga de suspeitos pela mata

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), publicou nesta quinta-feira (30) um vídeo em que mostra a tentativa de fuga de suspeitos pela área de mata conhecida como Vacaria, na Vila Cruzeiro, complexo da Penha, durante operação que deixou oficialmente 121 mortos na última terça (29).

O vídeo foi gravado por drones da polícia.

O vídeo mostra mais de 30 pessoas, que aparentam estar com o mesmo tipo de roupa, subindo em grupo pela mata adentro por meio de uma escada. Eles sobem correndo. Outro trecho mostra suspeitos armados, de roupas camufladas, caminhando por uma rua.

Há ainda outro trecho em que homens armados com fuzis caminham pela vegetação.

"É esse o cenário real da guerra que enfrentamos no Rio de Janeiro. Homens com roupas camufladas, fuzis e drones que lançam granadas: é contra esse poder paralelo que as nossas forças de segurança lutam todos os dias", escreveu Castro na publicação.

"Que a verdade seja vista e lembrada. Só assim teremos o apoio necessário para fortalecer as operações, punir os responsáveis e devolver a paz ao nosso estado."

Segundo o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) fez uma espécie de muro: policiais caminharam até a serra da Misericórdia e cercaram os suspeitos para a mata, onde havia outro grupo do Bope aguardando.

"O que a gente fez de diferente nessa operação foi a incursão de homens do Bope na área mais alta da montanha, (...) criando o que a gente chamou de muro do Bope, ou seja, policiais incursionados nessa área, fazendo com que os marginais fossem empurrados", disse em entrevista na quarta (29).

Nos últimos anos, traficantes passaram a investir no uso de roupas camufladas, como as da polícia e das Forças Armadas, para monitorar e se esconder na vegetação. Familiares ouvidos pela Folha de S.Paulo sob reserva afirmaram que alguns mortos usavam esses uniformes.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, disse também que havia suspeitos camuflados.

Ele disse ainda que registrou ocorrência para apurar suspeita de fraude processual, pois afirma que pessoas retiraram os uniformes dos corpos antes de enfileirá-los em uma praça da Penha.

"Ele estavam na mata, nós temos imagens deles paramentados, com roupas camufladas, com coletes balísticos, portando essas armas de guerra. Aí apareceram vários só de cueca, ou só de shorts. Temos imagens de pessoas que retiraram esses corpos da mata e colocaram em via pública tirando a roupa desses marginais", afirmou Curi.

Delegados ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmaram que tiveram de sair do local ao escurecer. Ao saber que moradores retiravam os cadáveres de lá durante a madrugada, optaram por não realizar outra operação para evitar confrontos.

A principal queixa dos parentes é de que não houve socorro aos baleados. Eles dizem que tinham esperança de que os feridos sobrevivessem —mesmo com a evidente gravidade da maioria dos ferimentos, com intestinos pendurados, fraturas expostas, e massa encefálica exteriorizada.

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