SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em emenda incluída em uma lei sobre empréstimo, vereadores de São Paulo querem cobrar uma taxa de empresas de aplicativo de transporte e de entrega.
A emenda será votada ainda na noite desta sexta-feira (16), junto com o projeto que autoriza a realização de operação de crédito de R$ 8 bilhões.
A proposta deve ter forte apoio, uma vez que é de autoria do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM). O vereador Adilson Amadeu (DEM), que tem base eleitoral entre taxistas, é o outro autor da emenda.
Se aprovada, a emenda ainda vai a sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
O projeto fala na autorização para a gestão cobrar um preço público, de valor não definido, que pode ter como métricas quilômetro rodado, por viagem na cidade, por combinação de viagem e quilômetro rodado ou outra métrica a ser definida.
Segundo o projeto, entende-se por viagem na cidade aquelas iniciadas e terminadas no município.
"É uma questão justa e legítima de compensação à cidade de São Paulo. Várias dessas empresas migraram suas sedes para outros municípios, embora todo o impacto da circulação viária, de tráfego e ambiental, continue aqui na capital. Não é justo que o cidadão paulistano arque com esses impactos enquanto muitas dessas empresas lucram milhões, sem dar quase nenhuma contrapartida à cidade", disse Leite, em nota enviada à reportagem.
Uma versão inicial da proposta, que circulava na casa, estabelecia uma taxa de embarque de R$ 2 por viagem. No entanto, o documento foi mudado.



