Bial perguntou se Vera se lembrava de quando foi entrevistada por ele na clínica. "Lembro. Ali entrei por vontade própria, porque estava determinada a ouvir aquelas pessoas. Eram pessoas muito inteligentes. Cada um tinha uma história de drogadição diferente. Aprendo sempre com as pessoas e suas histórias", disse.
A artista também falou sobre o período em que se sentiu muito invadida pela imprensa, sofrimento que também foi sentido pela filha Rafaela, que era muito comparada com a mãe. "Ela se mudou várias vezes, foi para a Inglaterra, para os Estados Unidos, voltou, e a imprensa não deixava minha vida em paz, a minha vida amorosa", afirmou.
Vera contou sobre o momento em que recorreu a um analista, quando Perry Salles, seu então marido, descobriu um câncer terminal. "Eu não conseguia chorar e tinha que segurar todos. Na época fazia Caminho das Índias. Vinha da novela e corria para casa. Fazia piada, brincava Aí começaram a nascer feridas no meu corpo. Minha imunidade baixou para zero. Tive uma ferida muito grande na boca que ia virar um câncer e tive que extirpar", revelou a atriz, que montou uma UTI no escritório de sua casa na época.
"Procurei uma analista que disse na primeira vez que fui: 'Pode chorar, chora. Eu te dou permissão'. Aí eu chorei desbragadamente todas as lágrimas de dor. Quando olhei, ela estava chorando", completou Vera.


