SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Justiça de São Paulo autorizou o despejo coercitivo do Eataly Brasil, mas suspendeu a decisão um dia depois, após a companhia recorrer.
Ordem de despejo emitida na terça-feira (18) valia para o endereço da empresa na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no Itaim Bibi. Ela foi mais uma movimentação de um imbróglio judicial do Eataly com a Caoa Patrimonial, que tenta reaver o imóvel há quase um ano.
Após recurso do Eataly, o desembargador Sérgio Shimura, que tinha autorizado o despejo, suspendeu a decisão. Ele determinou que a suspensão ocorra até que o recurso do Eataly seja julgado na Justiça.
A Caoa Patrimonial, dona do imóvel onde fica o restaurante, entrou na Justiça em março de 2024 pedindo o despejo por falta de pagamento. Na ocasião, alegou que o Eataly tinha parado de pagar o aluguel em 2023 e que o imóvel acumulava dívidas de IPTU.
Em agosto de 2024, a Justiça emitiu a primeira ordem de despejo contra o Eataly. A companhia pediu uma reconsideração e conseguiu adiar a reintegração de posse até dezembro, quando pediu recuperação judicial.
Após o pedido de recuperação judicial, a ordem de despejo foi suspensa. Na ocasião, a Justiça acatou o argumento do Eataly, de que o espaço físico onde ela opera era essencial para o funcionamento da marca e, por consequência, para a continuidade das atividades.
Ao UOL, o advogado da Eataly, Charles Hanna Nasrallah, afirmou que a companhia está em dia com as obrigações contratuais. A assessoria de imprensa da empresa foi procurada e o espaço será atualizado quando houver posicionamento.
Localizado em bairro nobre, aluguel mensal do imóvel onde fica a Eataly custa R$ 500 mil. Segundo dados do processo no TJSP, as dívidas de IPTU do local ultrapassam os R$ 4 milhões.

