SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Três mulheres morreram em acidente de trânsito na manhã deste domingo (9), em São Vicente, no litoral paulista. O motorista do veículo, que apresentava sinais de embriaguez, foi preso.
De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública), o empresário Ruy Barboza Neto, 26, dirigia um Audi Q5, avaliado em R$ 240 mil, perdeu o controle do carro, bateu em uma árvore e caiu em um córrego.
Procurada, a defesa de Ruy não respondeu até a publicação desta reportagem.
As vítimas foram identificadas como Geovana Ramos Reis, 26, Vitória Gomes Maximino da Silva, 22, e Bianka de Braz Feitoza Pinto, 25.
Uma quarta passageira, a cabeleireira Nicollie Kauane de Moura Fogaça, 22, teve ferimentos leves, foi encaminhada ao pronto-socorro e liberada. Ruy também foi atendido e liberado.
De acordo com o boletim de ocorrência, Nicollie contou que saía de casa de shows quando Geovana a convidou a pegar uma carona com Ruy, que era primo dela.
Nicollie afirmou que não conhecia nenhuma das pessoas no carro além de Geovana. Ainda segundo o boletim, Nicollie relatou ter percebido que Ruy apresentava sinais de embriaguez e dirigia em alta velocidade.
Ela disse que ficou acordada durante o trajeto e viu quando ele perdeu o controle do carro e não conseguiu fazer uma curva. O veículo, então, caiu no córrego.
A cabeleireira contou, ainda segundo o boletim, que o carro ficou cheio de água e que conseguiu sair após alguém quebrar os vidros.
A Polícia Militar Rodoviária afirmou que o empresário estava em alta velocidade, passou por cima do córrego, bateu em uma árvore e depois tombou.
Ainda segundo a polícia, Ruy apresentava sinais visíveis de embriaguez, como fala pastosa, odor etílico e confusão mental.
O empresário foi submetido ao teste de embriaguez passivo, que deu positivo. Nesse exame, o aparelho é colocado próximo ao motorista, sem a necessidade de que ele sopre. Ele se recusou a fazer o teste tradicional.
Ruy foi preso sob suspeita de homicídio. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (10) e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

