O segurança Pascal Duvier negou, nesta quarta-feira, 25, ter agido a mando da cantora Chappell Roan em confusão com a enteada do jogador de futebol Jorginho.
Em publicação no Instagram, Duvier disse que estava no Brasil trabalhando a serviço de outra pessoa. Ele afirmou que falou com a mãe da criança, mas que a abordagem foi "calma e bem-intencionada, e o desfecho do encontro é lamentável".
"Normalmente, não respondo a boatos na internet, mas as acusações que circulam no momento são falsas e constituem difamação. Assumo total responsabilidade pelas interações ocorridas no dia 21 de março", escreveu Duvier.
"Eu estava no hotel a serviço de outra pessoa e não fazia parte da equipe de segurança pessoal de Chappell Roan. Minhas ações não foram realizadas em nome de Chappell Roan, de sua equipe de segurança, de seus empresários ou de qualquer outra pessoa. Tomei uma decisão baseada em informações obtidas com o hotel, em eventos que presenciei nos dias anteriores e no elevado risco geral de segurança do local. Minha única interação com a mãe foi calma e bem-intencionada, e o desfecho do encontro é lamentável", complementou.
Entenda a polêmica entre Chappell Roan e o jogador Jorginho
O caso ocorreu na tarde deste sábado, 21, horas antes da apresentação de Chappell Roan no Lollapalooza, em São Paulo. Segundo o relato de Jorginho, a mulher e a enteada de 11 anos (filha biológica do ator Jude Law) estavam tomando café no hotel em que estavam hospedadas para acompanhar o festival quando perceberam que a cantora estava no mesmo local.
De acordo com Jorginho e Catherine, a garota teria se aproximado e sorrido para Chappell no jardim do hotel, antes de voltar para a mesa, junto com a mãe. "Ela não tinha o seu telefone, ela não tentou tirar uma foto, ela não tentou abordar ela. Ela literalmente não fez nada, só olhou para ela", disse Catherine.
Em seguida, um segurança teria ido até a mesa e dito que a criança não deveria "desrespeitar ou assediar" a cantora. "Minha filha ficou super assustada e chorou muito", desabafou o atleta.
Na tarde deste domingo, a cantora publicou um vídeo em que pede desculpas e apresenta sua versão dos fatos. Ela diz que não viu a criança e que ninguém se aproximou dela. Chappell acrescentou que o segurança envolvido não pertencia à sua equipe pessoal, sugerindo que a intervenção foi uma iniciativa da segurança do local ou de terceiros.
O Estadão entrou em contato com o hotel, mas não obteve retorno.
Roan afirmou que a situação a deixou triste. "Não odeio pessoas que são fãs da minha música, não odeio crianças. Isso é loucura", ressaltou a cantora.
"Peço desculpas à mãe e à criança por alguém ter deduzido que vocês fariam algo. Se vocês se sentiram desconfortáveis, isso me deixa muito triste. Vocês não mereciam isso", finalizou.


