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São Paulo não tem previsão para vacinar novos grupos sem comorbidades, diz secretário

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pelo menos até o fim de maio, não há previsão de que pessoas sem comorbidade -exceto trabalhadores da saúde e da educação e outros grupos profissionais como metroviários e motoristas de ônibus- sejam incluídas na vacinação contra a Covid-19 na cidade de São Paulo.

A prioridade, por enquanto, segue para o público com doenças que representem risco adicional em caso de infecção com o coronavírus, segundo o secretário Municipal de Saúde, Edson Aparecido. A declaração foi dada nesta segunda-feira (17), na abertura do megaposto de vacinação do Allianz Parque, na zona oeste. A vacinação teve a presença de Ricardo Nunes, em seu primeiro dia útil de trabalho como prefeito efetivo de São Paulo.

Nesta segunda-feira, foi retomada a vacinação de grávidas e puérperas (até 45 dias após o parto) acima de 18 anos com comorbidades. Também está em andamento a vacinação de pessoas com mais de 50 anos e comorbidades. Na sexta (21), essa faixa deve ser diminuída para 45 anos.

"Depois que a gente conseguir avançar na vacinação dessa faixa da população [pessoas com comorbidades], a gente consegue abrir para faixas etárias abaixo de 60 anos", afirma o secretário. Essa decisão, contudo, depende também do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde, segundo ele.

O grupo de grávidas e puérperas, que inicialmente seria vacinado há uma semana, teve que esperar a chegada das doses do imunizante norte-americano depois que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou a suspensão da aplicação da vacina da Oxford/Astrazeneca. A cidade não tem Coronavac, a outra vacina em uso no país, para primeiras doses.

"Não via a hora de tomar logo", afirma a dona de casa Mariana Garrido, 34. Grávida de 32 semanas, ela tem doença autoimune e recebeu recomendação do médico para que se vacinasse. Foi logo no primeiro dia, no megaposto do Allianz Parque.

A economista Jaqueline Stefanelli, 31, também recebeu recomendação médica para que se imunizasse porque tem uma gestação de risco. "Me assustei quando suspenderam [a vacinação com Oxford/Astrazeneca], mas pesquisei e meu médico falou que eu tomasse", ela diz. Jaqueline está na 15ª semana da gravidez. "Mas como ainda é tudo muito novo, ainda vou ter que tomar muito cuidado."

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram reservadas 24 mil doses da vacina da Pfizer para grávidas e puérperas. A orientação é de que busquem unidades de saúde ou megapostos de vacinação até quarta (19). Após essa data, a vacinação do grupo estará sujeita à disponibilidade do imunizante.

Nos pontos de vacinação, grávidas têm prioridade. Na manhã desta segunda, no Allianz, todas as que chegavam já eram direcionadas imediatamente à triagem, sem necessidade de esperar na fila.

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