"Me dei conta de que acabava ali. Como era o nome daquele lugar? Ah, é, na estação Vergueiro." O romance de menos de 200 páginas acaba de ganhar o Prêmio Açorianos de Literatura, organizado pela prefeitura da capital gaúcha, e ficou entre os finalistas em outras premiações estaduais.
A história é sobre uma menina de 11 ou 12 anos no interior do Rio Grande do Sul, que lida com a mãe e um irmão mais novo em estado terminal de uma doença. "Não é uma autobiografia, de forma alguma, mas é a minha referência, de onde eu venho", observa. Camila nasceu em Sarandi (RS), no norte gaúcho, fez Jornalismo na UFRGS e rumou para a publicidade e a escrita de conteúdo para marcas nos últimos anos. Só foi entender o significado do que escreveu agora, com uma filha de dois anos, Lara.
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"Uma viagem toda minha", diz, em meio aos desabafos e risadas calorosas que não revelam o peso do que escreve. Dias de Se Fazer Silêncio pode ser resumido como a história de uma mãe dedicada aos rebentos e de uma filha que a aguarda fazer listas, tabelas de tarefas e dar ordens. E a obedece quieta, até conseguir seu próprio tempo.
Despretensiosamente e com uma menina recém-nascida na pandemia, a autora não divulgou o livro. A primeira edição foi publicada pela editora independente Bestiário, de Porto Alegre, e a história de Camila, Maria e Lara tem tudo para se tornar um romance sobre esta geração balzaquiana e brasileira. O livro já está disponível de graça para assinantes do Kindle Unlimited , na versão digital, e à venda no formato impresso (138 páginas) pela plataforma Livro.VC. O prólogo é assinado por Luiz Antonio de Assis Brasil, um dos pioneiros da Escrita Criativa no Brasil.



