"A polícia apareceu em umas 20 viaturas atirando bomba, não teve diálogo", disse Bruno Lapa, 32, que estava com a namorada e amigos no Píer Mauá, onde alguns blocos noturnos costumam se reunir.
A nutricionista Amanda Moutela foi até a região do museu do Amanhã, no centro, às 5h, para tentar curtir o bloco 442, mas não conseguiu. Ela diz que os agentes estavam usando máscaras e tentando intimidar os foliões. "Eles desceram dos carros com uma máscara tampando o rosto e segurando armas de bala de borracha", diz.
Os chamados blocos secretos não constam na lista oficial da Prefeitura do Rio, e para acompanhá-los é preciso estar atento às redes sociais, pois o dia e local são divulgados em cima da hora. Antes do Carnaval, a prefeitura havia dito que não teria repressão policial contra esses blocos, apenas multa.
A PM foi procurada para comentar os incidentes, mas não respondeu ao contato da reportagem.
