O primeiro boneco gigante foi confeccionado em 1919, justamente o do folclórico personagem Zé Pereira. Em 1932, o Homem da Meia-Noite ganhou vida. Cinco anos depois foi a vez da Mulher do Dia.
De lá pra cá, centenas de personagens foram transformados em boneco: Pelé, David Bowie, Luiz Gonzaga, Neymar, Chico Science, Michel Temer (cuja saída foi cancelada por causa da ameaça de protestos) e o presidente Jair Bolsonaro, alvo de vaias e latas no desfile do ano passado.
À tarde, uma escolha difícil para quem quiser curtir Olinda. Às 16h, desfilará uma das maiores explosões do Carnaval popular da cidade. Criado em 1962, o Ceroula de Olinda arrasta multidões por onde passa, com seu hino que cita a corrida espacial nos anos 60 e até os astronautas que foram à Lua. A concentração ocorre no Colégio São Bento, no Varadouro.
Às 17h, com local ainda ser definido, sai o Eu Acho É Pouco. Criado em 1977 por militantes contra a ditadura militar, é um dos blocos mais politizados do Carnaval de Pernambuco. A camisa deste ano foi baseada em uma arte da cartunista Laerte Coutinho.
Famoso também pela alegoria em forma de dragão que abriga os foliões durante seu desfile, o Eu Acho é Pouco, eternizado por uma canção de Alceu Valença, vai colorir de vermelho e amarelo as ladeiras por onde passar.
