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Negociações da COP30 não terão hora para acabar para entregar 'Pacote de Belém' no prazo, diz presidência

BELÉM, AL (FOLHAPRESS) - A presidência brasileira da COP30, conferência climática das Nações Unidas, em Belém, afirma que as negociações diplomáticas não terão hora para acabar nesta semana, podendo atravessar a madrugada.

As reuniões serão estendidas para tentar entregar dentro do prazo original, até sexta-feira (21), o chamado "Pacote de Belém", como foi batizado o futuro acordo.

A proposta é que o pacote de decisões saia em duas partes: a primeira até quarta-feira (19) e a segunda no final da semana, para quando está previsto o final da COP30. Caso seja bem-sucedida, a primeira entrega deverá coincidir com a passagem do presidente Lula (PT) pela capital paraense.

"A partir de hoje, as negociações não têm hora para terminar, porque estão funcionando no formato de mutirão, de força-tarefa", disse a negociadora-chefe da delegação brasileira, Liliam Chagas. As reuniões normalmente acontecem das 9h às 18h.

"Aplicamos [o conceito de mutirão] ao desafio de lidar com a urgência da mudança climática. Estamos acelerando nosso trabalho", completou Chagas, acrescentando que serviços como quiosques de alimentação e segurança funcionarão em horário estendido.

"Essa ideia veio das trocas com as partes [integrantes da negociação]. Os países disseram que avançaram e podem terminar o pacote até quarta. É um resultado do mutirão que fizemos na primeira semana", afirmou o presidente da COP30, André Corrêa do Lago.

Em uma carta enviada às delegações nesta segunda, o embaixador batiza o acordo a ser fechado na capital paraense de "Pacote de Belém". A primeira parte a ser publicada se trata de um grupo de decisões políticas da COP30, enquanto a segunda lista de temas tem natureza mais técnica.

O embaixador propõe uma série de itens para integrar o primeiro documento. A lista final será definida em debate com os países.

Dentre eles, os indicadores de adaptação climática, o chamado programa de trabalho para transição justa, os planos nacionais de adaptação, o comitê permanente de finanças e decisões sobre os fundos de Perdas e Danos e o Global para Meio Ambiente.

Isso não significa que os itens mencionados serão, com certeza, citados na carta, ressalta Corrêa do Lago. Eles foram apresentados para os outros países, mas a lista pode ser maior ou menor, a depender da negociação.

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