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Morte de motociclistas se mantém estável na cidade de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A morte de motociclistas se estabilizou na cidade de São Paulo, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Infosiga, sistema estadual de monitoramento da violência do trânsito paulista. De janeiro a outubro deste ano, 397 pessoas em motocicletas morreram em acidentes no município —mesmo número dos dez primeiros meses de 2024.

Na média, ao menos uma pessoa em moto, seja condutor ou passageiro, morreu por dia em sinistros no trânsito paulistano.

Na comparação mensal, entre setembro em outubro deste ano, houve queda de 18,2% nesta letalidade —o número passou de 44 para 36 motociclistas mortos.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), afirma adotar diversas medidas para aumentar a segurança viária, com destaque para a faixa azul, sinalização no asfalto exclusiva para circulação de motociclistas, que soma 232,7 km em 46 vias.

"Nos trechos com a sinalização, o número de mortes de motociclistas caiu 47,2% entre 2023 e 2024, saindo de 36 para 19", diz a gestão Ricardo Nunes (MDB).

Outras ações incluem, afirma, a implantação de 1.088 frentes seguras para motos nos semáforos, cursos educativos e a realização do Pit Stop Educativo, em parceria em parceria com a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) e o CPTran (policiamento militar de trânsito).

De acordo com o Infosiga, os motociclistas são 41% dos mortos no trânsito na cidade. O percentual já chegou próximo dos 50% neste ano.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, um estudo realizado pela Unidade Internacional de Pesquisas em Lesões, da universidade Johns Hopkins (EUA), em parceria com a USP (Universidade de São Paulo), apontou que 4 em cada 10 condutores de motos da cidade de São Paulo trafegam em excesso de velocidade.

O levantamento, com dados coletados em novembro do ano passado, aponta que 43% das motos estavam acima da velocidade permitida na via monitorada.

O percentual, o maior desde 2021 —quando o estudo passou a ser feito—, foi considerado muito alto pelos pesquisadores.

No geral, a mortalidade no trânsito da capital paulista caiu 1,7% neste ano na comparação com 2024. A única alta foi a 2,5% no número de pedestres mortos.

Em outubro, porém, com exceção dos motociclistas, todos os outros modais analisados tiveram alta na comparação com setembro.

Com 35 pedestres, o número de mortes por atropelamento cresceu 25%.

No último ano, o trecho urbano da rodovia Raposo Tavares, na zona norte de São Paulo, foi o local com mais mortes no município: 11 em nove acidentes fatais, aponta o Infosiga.

De acordo com a prefeitura, recentemente, a CET reforçou a operação viária com monitoramento 24h e ações do programa Via Mais Segura, focado em vias com maior número de ocorrências, como as avenidas do Estado, Dona Belmira Marin e marginal Pinheiros, onde quatro pessoas morreram em 760 acidentes no último ano.

"Além disso, a fixação de faixas com mensagens educativas alertando os condutores para o respeito aos limites de velocidade também foi ampliada", diz, em nota.

NÚMERO DE MOTOCICLISTAS TEM LIGEIRA ALTA NO ESTADO

A mortalidade de motociclistas foi a única que cresceu neste ano no estado, ainda que ligeiramente. Conforme os dados do Infosiga, foram 2.198 óbitos contra 2.180 no mesmo período de 2024, quase 1% a mais.

No geral, em todas as modalidades de sinistros de trânsito, a queda foi de 1,7% (foram 5.057 mortos).

Quando se analisa apenas a comparação entre setembro e outubro de 2025, há alta de 20% nos óbitos de ciclistas —foram 36 neste ano.

Em nota, o Detran-SP (Deparatamento de Trânsito) afirma que intensificou o combate à alcoolemia com aumento de 114% nas operações e 90% nas abordagens de condutores de janeiro a outubro de 2025, em comparação com mesmo período de 2024.

"Além disso, nesses dez meses, o Detran realizou cerca de 2.500 ações educativas, atingindo aproximadamente 750 mil pessoas, com foco nos motociclistas e pedestres, os mais vulneráveis no trânsito", diz trecho do texto.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve apresentar nos próximos dias o primeiro Plano Estadual de Segurança Viária, com a meta de reduzir pela metade o número de mortes no trânsito em cinco anos.

"As ações envolvem gestão de velocidade, fiscalização, vias seguras, melhoria de normas e eficiência no atendimento às vítimas", diz o Detran.

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