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Mil profissionais da educação voltam ao presencial em SP sem comprovar vacina

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de mil profissionais da Secretaria de Educação de São Paulo, que se negaram a apresentar o comprovante da vacina contra a Covid, voltaram a trabalhar de forma presencial nas escolas e em outras repartições da pasta estadual.

Eles estavam em teletrabalho e respondiam a processos internos por terem se recusado a apresentar o comprovante, mas os procedimentos foram arquivados após o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) proibir a exigência da vacina para acesso a locais públicos ou privados em qualquer parte do estado.

Segundo a Secretaria de Educação, dos 257,6 mil profissionais da pasta, 0,4% não possuíam esquema vacinal completo comprovado -cerca de 1.030 servidores. Até o ano passado, eles estavam em teletrabalho por não terem apresentado o comprovante.

Em um comunicado enviado às diretorias de ensino, a CGRH (Coordenadoria de Gestão de Recursos Humanos) da secretaria informou que todos esses servidores devem retornar ao trabalho presencial e que todos os processos de responsabilização foram arquivados.

A apresentação do comprovante de vacina foi exigida pelo então governador João Doria para todos os servidores estaduais em janeiro de 2022. O decreto, revogado por Tarcísio em 15 de fevereiro, determinava que fosse aberta apuração "de eventual responsabilidade disciplinar" a quem se recusasse a apresentar o comprovante.

A Secretaria de Educação não informou quantos desses cerca de 1.000 profissionais, que retornaram ao trabalho, atuam em escolas e têm contato direto com os estudantes.

Em janeiro do ano passado, o governo também havia determinado que os estudantes da rede estadual deveriam apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid. Caso a documentação não fosse apresentada em 60 dias, as escolas deveriam notificar o Conselho Tutelar, ao Ministério Público e às autoridades sanitárias.

Com o decreto de Tarcísio, a exigência também deixa de valer para os estudantes.

Em nota, a pasta disse apenas que tem dado "continuidade aos protocolos sanitários em todas as escolas da rede, com higienização constante das mãos, dos ambientes, ventilação, identificação e afastamento dos infectados e monitoramento de seus contactantes".

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