Início Variedades Médicos do Emílio Ribas, em SP, vão paralisar atividades nesta quinta (28)
Variedades

Médicos do Emílio Ribas, em SP, vão paralisar atividades nesta quinta (28)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Médicos residentes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional no tratamento de doenças infecciosas, vão paralisar seus atendimentos nesta quinta-feira (28). O grupo representa profissionais de diversas áreas que pedem novas contratações e rechaçam a terceirização de novos setores do hospital, localizado na capital paulista.

Cerca de 60 residentes devem participar da paralisação. Serviços emergenciais e críticos, como a unidade de terapia intensiva (UTI) e o pronto-socorro, continuarão funcionamento normalmente.

De acordo com a Associação dos Médicos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (Amiir), o Governo de São Paulo firmou, em dezembro do ano passado, o compromisso de realizar um concurso público para contratar 206 novos profissionais de diferentes áreas. Mas apenas 42 vagas para médicos foram abertas até o momento.

"Saiu o edital para médicos, e o de enfermagem, que é a profissão mais crítica, que a gente mais precisa, não saiu", afirma o presidente da Amiir, Eder Gatti. "Em ano de eleição, corremos o risco de fazer um concurso e não ter tempo de chamar pessoas por causa do impedimento [do período eleitoral]."

Neste ano, deve ser finalizada no Emílio Ribas uma obra que se arrasta desde 2014 —o que aumentará o número de leitos e, consequentemente, a demanda por profissionais.

Ainda segundo a associação, houve um alerta por parte da diretoria do instituto de que leitos de enfermaria poderiam ser terceirizados. Atualmente, parte da UTI do Emílio Ribas já é gerida por uma organização social de saúde (OS).

"A qualidade assistencial caiu bastante", afirma Gatti. "Isso ocorre não por conta dos contratos ou da OS, mas do modelo de terceirização que o governo do estado prega. Ele fatia o hospital para entidades privadas, criando pequenos serviços que não dialogam com a estrutura inteira do instituto. Isso prejudica a dinâmica de funcionamento e traz resultados ruins para a assistência que é prestada", continua.

"O Governo de São Paulo faz o que faz por custo, não por qualidade", diz Gatti, que afirma temer um "desmonte de serviços de excelência" prestados por "um dos principais polos formadores de infectologistas do Brasil".

A paralisação desta quinta contará com um ato em frente ao instituto, às 11h, e com uma caminhada até a Secretaria da Saúde de São Paulo. Os médicos esperam poder apresentar suas queixas para o chefe da pasta, o secretário Jean Gorinchteyn.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?