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Marina defende estado de emergência permanente para locais afetados pelas chuvas no litoral norte

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, defendeu a criação de um estado de emergência permanente em regiões de maior risco de desastres naturais no país. Em entrevista ao UOL News nesta quinta (23), ela afirmou que o plano deve englobar mais de mil municípios, conforme levantamento realizado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

A ministra afirmou que o Cemaden acompanha1.038 municípios com eventos recorrentes. "Em cima dessa base histórica, temos que ter uma legislação criativa, que é decretar estado de emergência permanente nessas cidades, para haver um plano continuado de prevenção aos efeitos de eventos extremos causados pela mudança do clima".

A ministra reforçou o uso de dados científicos como base para a adoção de novas políticas públicas de prevenção de desastres naturais, como forma de evitar a repetição de tragédias como a que assolou o litoral norte do estado de São Paulo.

"As autoridades têm que levar a sério o que é avisado pelo Cemaden. A ação antecipatória é fundamental. É preciso ter uma legislação nova, para haver mudança em protocolos de construção e no plano diretor das cidades, que às vezes continuam tratando essas edificações como se não houvesse essa mudança dramática nas regularidades naturais, que estão em escala irreversível", disse a ministra.

** 'A CADA R$ 1 NÃO INVESTIDO PARA PREVENIR, GASTAMOS R$ 100 PARA RECONSTRUIR'**

Marina enfatizou que o Estado tem sua parcela de culpa nas tragédias causadas pela chuva e deve ser responsabilizado por isso. A ministra ainda criticou Jair Bolsonaro (PL) ao afirmar que a gestão do ex-presidente provocou um "apagão" nas áreas do meio ambiente e do enfrentamento de desastres naturais.

"O Estado deve ser responsabilizado, sim. Precisamos de um plano que responsabilize judicialmente a descontinuidade de obras que levam a prejuízo de vidas e do patrimônio público e privado. Para cada R$ 1 não aplicado para prevenir, haverá um prejuízo de pelo menos R$ 100 na hora de reconstruir".

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