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Maioria se sente segura com vacinação, mas teme nova onda de Covid, diz pesquisa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma pesquisa realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), encomendada pela SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e pela Pfizer Brasil, apontou que 75% das pessoas entrevistadas se sentem seguras ou muito seguras com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no país.

Divulgada nesta quinta-feira (11), a pesquisa foi realizada pela internet entre os dias 19 e 29 de outubro e ouviu 2.000 pessoas de todas as regiões do país, a partir de 16 anos.

A pesquisa aponta que 20% dos entrevistados responderam que se sentem inseguros ou muitos inseguros.

Apesar de o país ter atingido na quarta-feira (10), segundo o consórcio de veículos de imprensa, 122.487.005 pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19 e registrar diminuição diária no número de mortes, a pesquisa aponta que 86% das pessoas ouvidas ainda têm muito ou um pouco de medo de que ocorra uma nova onda da doença.

Entre os entrevistados, 96% revelaram que já tomaram a vacina contra a Covid-19 e apenas 2% afirmaram que não pretendem receber o imunizante.

A pesquisa quis saber se essas pessoas que tomaram a vacina também encorajaram pessoas conhecidas a fazerem o mesmo. Do total de entrevistados, 85% afirmaram que encorajaram os familiares, 61% os amigos, 38% os colegas de trabalho e/ou funcionários, e 36%, seus vizinhos. Nessa questão, as pessoas puderam apontar mais de uma resposta.

Segundo a pesquisa, a ampliação da vacinação no país tem despertado sentimentos positivos na população. No questionário, por exemplo, as pessoas tinham 11 opções de sentimentos para escolher e 3 se destacaram: 29% das pessoas disseram que se sentem mais esperança agora, 24%, estão otimistas, e 16%, aliviadas.

Após tantos meses com restrições e distanciamento social, a pesquisa também quis entender quais eram as principais atividades que a população deseja resgatar neste momento de retomada.

Em primeiro lugar aparecem empatadas, com 40%, a chance de encontros mais frequentes com família e amigos, e a vontade de frequentar espaços fechados como shoppings, cinemas, teatros, restaurantes, academias e igrejas.

A vontade de frequentar espaços abertos, como parques, praças e praias têm 35%. A lista ainda segue com 32% apresentando o desejo de viajar, 23% desejam ir a eventos com aglomerações, como shows, festas e estádios.

A retomada de cursos presenciais e o retorno ao trabalho, também presencial, tiveram apenas 18% e 16% das respostas, respectivamente. Dos entrevistados, 15% disseram que já voltaram a realizar todas as atividades normalmente.

Durante a coletiva de imprensa de apresentação dos resultados da pesquisa, o presidente da SBIm, Juarez Cunha, comemorou a evolução da vacinação contra a Covid-19 no Brasil e a retomada da rotina, mas alertou que as pessoas não devem esquecer que a pandemia ainda não acabou.

"É necessário ter cautela. Há notícias de países em que a situação ainda é preocupante, então precisamos manter e ampliar o foco na vacinação e também não deixar os outros cuidados de lado", afirmou.

A pesquisa também abordou a questão da conscientização da população sobre manter os cuidados nesse momento de retomada e 64% das pessoas, por exemplo, concordaram que a população está mais consciente sobre hábitos de saúde e higiene para a prevenção de doenças.

Quando questionadas sobre quais hábitos adquiridos durante a pandemia essas pessoas disseram que pretendem manter, 58% afirmaram que continuarão utilizando o álcool em gel. Para 55%, a resposta é que seguirão lavando as mãos constantemente ou quando chegarem a algum lugar.

Os números apontam que as máscaras ficarão para trás, pois 40% responderam que manterão o uso do item de proteção, mesmo que eventualmente.

Na cidade de São Paulo, a prefeitura disse na quarta-feira (10), que a obrigatoriedade do uso de máscaras seguirá ao menos até 5 de dezembro, quando a Secretaria Municipal da Saúde estima que 95% dos moradores na cidade estejam completamente vacinados contra a Covid-19.

A pesquisa ainda apontou que 31% dos entrevistados disseram que tentarão manter o distanciamento social e que evitarão aglomeração e contato físico desnecessário. E 21% ainda manterão a higienização de compras.

A pesquisa também questionou o quanto os entrevistados acreditavam que as notícias falsas atrapalhavam o ritmo da vacinação.

Para 72%, as fake news atrapalham muito; 18%, um pouco; e 7% disseram que não atrapalham em nada.

Os entrevistados também responderam o que costumam fazer ao receber informações sobre a vacinação contra a Covid-19 sem saber se ela é verdade.

O resultado foi apertado: 49% das pessoas disseram que compartilham a informação mesmo sabendo que é verídica ou por não terem costume de confirmar se de fato aquela é real. Já 46% declaram compartilhar, mas só depois da confirmação da veracidade em jornais, sites ou com médicos e profissionais de saúde, enquanto 2% afirmaram compartilhar mesmo sem saber se é verdade.

A pesquisa ainda apontou que uma herança desse período de pandemia é a conscientização da importância da vacinação contra a Covid-19, mas também contra outras doenças.

Entre os entrevistados, 91% afirmaram que pretendem checar suas carteiras de vacinação e colocá-la em dia caso esteja defasada.

Dos 9% que responderam que não pretendem atualizar a carteira, 40% disseram que não farão porque acreditam que já estão com ela atualizada e 21% alegaram que já tomaram todas as vacinas na infância e acreditam que isso seja o suficiente.

Porém, há ainda quem questiona a importância das vacinas, pois 14% disseram que não veem necessidade de se vacinar, 6% não acreditam na eficácia e outros 6% têm medo das reações adversas.

Somam 7% os que citam outros motivos, sem especificar, mesmo percentual não sabem ou preferem não responder à pergunta.

Entre os que têm interesse em atualizar a carteirinha, a vacina contra a gripe é a mais citada, com 45%, e é seguida pelas vacinas contra hepatite A e B e febre amarela, com 23% das menções cada.

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