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Justiça inicia audiências do caso de médico acusado de estuprar paciente no parto

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O caso do anestesista Giovanni Quintella Bezerra, 31, preso em flagrante há cinco meses acusado de estuprar uma mulher enquanto ela era submetida a uma cesariana em São João de Meriti (RJ), começará nesta segunda-feira (12) a passar por AIJ (Audiência de Instrução e Julgamento).

A AIJ é uma fase do processo que antecede as alegações finais e a decisão da Justiça. Nela são ouvidos os depoimentos da vítima, das testemunhas de acusação e defesa. Também são ouvidos os peritos. Por último, o acusado é interrogado. As declarações podem ser marcadas pelo juiz até 60 dias após o início da audiência.

O caso ocorreu no hospital da Mulher Heloneida Stuart, na cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Seguidos advogados deixaram a defesa de Bezerra. O primeiro, Hugo Novais, disse que só se manifestaria após ter acesso às provas. O médico será ouvido por videoconferência de dentro da prisão.

O caso está sob segredo de justiça e, por conta disso, a audiência não é aberta ao público e à imprensa. A reportagem apurou que os primeiros depoimentos serão da vítima e do marido, além das enfermeiras que trabalhavam na unidade e que foram fundamentais para que a prisão ocorresse.

Segundo a polícia, desconfiadas da postura do médico, as enfermeiras do hospital decidiram usar um celular para registrar o que ele fazia durante as cirurgias. Elas esconderam o aparelho em um armário e entregaram o vídeo à direção do hospital.

Nele, segundo a investigação, o anestesista coloca o pênis na boca da paciente, que estava sedada durante a cirurgia da cesárea. Há ejaculação e ele limpa o esperma com gazes. Médicos que realizavam a cirurgia não percebem o ato --um lençol suspenso na altura do peito da paciente obstruía a visão.

A desconfiança das enfermeiras ocorreu após o alto grau de sedação das pacientes do anestesista, que as impedia de acompanhar o nascimento dos filhos.

Além disso, o anestesista supostamente solicitava para que o acompanhante da parturiente saísse da sala de cirurgia, o que é ilegal.

O médico foi denunciado por estupro de vulnerável, que acontece quando a pessoa não tem o necessário discernimento para a prática do ato sexual ou não é capaz de oferecer resistência. É o que acontece, por exemplo, quando a vítima tem menos de 14 anos ou está dopada.

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