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Jovens trocam socos em briga por causa de bluetooth de TV em edifício de GO

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O atendente de telemarketing Gustavo Henrique Costa Silva, 26, foi indiciado por agressão a uma vizinha, a estudante Thasylla Colmanette, 19, no Setor Norte Ferroviário, em Goiânia.

O rapaz acusou a garota de usar conexão à TV dele, por meio de bluetooth, para reproduzir vídeos contra a vontade dele e ambos se envolveram numa briga no corredor do prédio em que vivem. Ele vai responder por lesão corporal, injúria, injúria real e ameaça, mas nega intenção de agressão e diz que apenas se defendeu.

Segundo Thasylla, as agressões aconteceram na noite de sexta-feira (7). A estudante relata que os dois compartilham a mesma conexão de internet e, no dia, estudava em seu apartamento quando Gustavo foi até o imóvel já alterado e reclamou de ela estar controlando a TV.

"Assim que eu atendi, o Gustavo já começou a me xingar e cuspiu no meu rosto. Ele me puxou para fora do apartamento, tentou me arrastar para a casa dele, e eu me segurei na parede. Falei que ia voltar para minha casa, nisso ele puxou meu cabelo e me deu um soco. Eu gritei para os meus vizinhos pedindo socorro, daí ele me deu mais dois socos", conta a estudante.

Ao ouvirem os gritos da estudante, moradores do prédio saíram dos apartamentos na tentativa de proteger a jovem. No vídeo, gravado por um deles, é possível ver que um vizinho entra em luta corporal com Gustavo.

Thasylla conta ainda que, com a chegada de outras pessoas, a confusão foi encerrada e ambos retornaram a seus apartamentos. "Passaram alguns minutos e ele voltou. Acredito que ele pensou que eu estaria sozinha. Ele chegou a entrar, me ameaçou de morte e me deu um soco na boca, que cortou e começou a sangrar", acrescenta a estudante.

A Polícia Militar foi chamada, mas Gustavo teria fugido do local antes da chegada dos policiais. A estudante procurou a Polícia Civil e registrou as agressões e ameaças. Na segunda-feira (10), a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão preventiva de Gustavo e, alternativamente, uma medida protetiva à estudante.

Ainda abalada com a confusão, Thasylla afirmou não conseguir voltar à sua rotina e deixou a cidade provisoriamente.

"Ele conhece a minha rotina e sabe que moro sozinha. Abandonei a minha faculdade e o meu estágio porque não consigo mais ficar no meu apartamento. Sofro de crises de ansiedade e não sei como será daqui para frente", diz a estudante.

O advogado Diogo Procópio, que trabalha na defesa de Gustavo, afirma que o rapaz não teve a intenção de agredir a estudante e que o rapaz está à disposição da Justiça para esclarecer os fatos.

"Gustavo em hora alguma teve a intenção de agredir fisicamente ou de qualquer outra forma a sua vizinha, prezando sempre por se defender dos ataques perpetrados por ela e outras pessoas que a acompanhavam, notoriamente observados nos vídeos vinculados pelas mídias jornalísticas goianas e pela suposta vítima em suas redes sociais.

Diante dos fatos, ele se colocou à disposição das autoridades diversas, não se abstendo do distrito da culpa, a fim de prestar maiores esclarecimentos sobre o ocorrido, informando, através de seu advogado, que lamenta muito pelas proporções negativas tomadas, dado o desfecho da desinteligência. Até o momento, a defesa não foi intimada para se integrar ao processo criminal", diz nota enviada pelo advogado.

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