- A coluna vertebral é composta por vértebras e entre elas existem os discos intervertebrais os quais tem formato de anel e tem como função evitar o atrito entre uma vértebra e outra amortecendo o impacto.
Com o tempo e o uso repetitivo esses discos sofrem um desgaste podendo levar a um deslocamento do conteúdo do disco (hérnia de disco), o núcleo pulposo, através da sua membrana externa, geralmente a região posterolateral, o que pode causar a compressão das raízes nervosas que emergem da coluna e provocar uma dor, conhecida como dor ciática.
A hérnia discal lombar é o diagnóstico mais comum dentre as alterações degenerativas da coluna lombar e a principal causa de cirurgia na coluna. Apesar de ocorrer em qualquer faixa etária sua prevalência média mais comum é aos 37 anos. A predisposição genética é a causa mais provável para o aparecimento da hérnia, seguida de exposição a cargas repetidas, envelhecimento, do sedentarismo e do tabagismo.
Os sintomas variam de acordo com o local de compressão e podem abranger desde formigamentos a dores na coluna e nas pernas. Seu diagnóstico pode ser feito analisando os sintomas ou por meio de exames como o raio-x a tomografia e a ressonância.
A finalidade do tratamento da hérnia discal é o alívio da dor e estimular a recuperação neurológica. O tratamento conservador inclui a fisioterapia através de exercícios e alongamentos.
Para algumas hérnias há a indicação cirúrgica que deve ser realizada por um médico. Como prevenção o estilo de vida saudável deve ser preconizado com prática regular de atividade física, alongamento e exercícios para fortalecer a musculatura abdominal e paravertebral, assim como manter a postura correta. Referência: www.drauziovarella.com.br VIALLE, L.T. et al. Hérnia discal lombar. Rev Bras Orto, v.45, n.1, 2010. Por Joyce Rouvier

