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Festival de eletrônica muda de Jardim Botânico para Ibirapuera após criticas e denúncia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A edição brasileira do festival de música eletrônica Piknik Électronik, que estava previsto para ocorrer no Jardim Botânico de São Paulo, vai mudar de lugar após uma série de críticas devido ao possível impacto ambiental no local, que é uma área de preservação ambiental.

O evento, que tem público estimado em 3.000 pessoas e 12 horas de duração, agora será realizado no parque Ibirapuera. A data de realização, 4 de março, será mantida. Em nota enviada à reportagem nesta quarta (8), os organizadores do Piknic Électronik "lamentam a divulgação distorcida da realidade do evento".

Eles afirmam que, independentemente do local de realização, o evento seguirá "seguindo protocolos específicos, com rígidos padrões de qualidade no controle operacional". A organização diz ainda que um dos pilares do festival "é a sustentabilidade, além do propósito de despertar no seu público o respeito e a importância da natureza".

Mais cedo nesta quarta, o Conselho Regional de Biologia da 1ª Região, autarquia federal que tem entre suas atribuições a proteção do meio ambiente em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, pediu que os organizadores do festival tivessem "bom senso" e mudassem o evento de local.

O conselho afirmou que o Jardim Botânico é uma área de conservação ambiental e um fragmento remanescente da Mata Atlântica. O local é administrado pela Reserva Paulista, que venceu a licitação para comandar o local por 30 anos, com investimentos obrigatórios de ao menos R$ 70 milhões.

"O som alto certamente causará uma perturbação na fauna. Quanta à flora, sofrerá o dano inevitável da circulação e pisoteamento por parte de tanta gente reunida", disse a autarquia, em nota.

Na semana passada, o deputado estadual de São Paulo Carlos Giannazi (PSOL) acionou o Ministério Público de São Paulo pedindo que a edição brasileira do festival Piknik Électronik.

No ofício enviado ao órgão, o parlamentar destacou que, ainda que o parque receba eventos privados, "são [do tipo] que não causam ruídos altos, como casamentos, festas, concertos de música clássica ou com volume moderado, nenhum destes com duração como a prevista, de 12 horas".

Até então, a organização do evento vinha defendendo a realização no Jardim Botânico. O festival chegou a afirmar também que não se tratava "de um festa rave e que o uso da área natural e seus resultados será realizado com total segurança ao patrimônio vegetal e arquitetônico existentes".

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