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Feira de segurança em SP traz detector de drones e 'SmartSampa' da PM

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Tecnologias antidrone, armamentos compactos letais e não letais, fuzis e blindagens veiculares de polietileno, um tipo de plástico, foram os destaques da 5ª Edição do Congresso de Operações Policiais (COP) Internacional, em São Paulo.

Com três dias de duração, entre 23 a 25 de outubro, o evento reuniu 18 mil pessoas, segundo a organização, e mais de 80 expositores nacionais e internacionais que vendem soluções tecnológicas às áreas de segurança pública e defesa.

Algumas já são implementadas no Brasil, e outras ainda passam por fases de testes. É o caso do fuzil Kuna, projetado pela americana Springfield Armory a pedido da Polícia Militar de São Paulo. A corporação buscava uma arma compacta nos calibres .40 e .9mm.

Construído com polímero de alta resistência, alumínio aeronáutico e aço, o fuzil é ambidestro e, no caso do calibre .40, já passou nos primeiros testes da PM. Houve apenas uma falha entre os 40 mil disparos efetuados. Avaliações para o modelo .9mm estão previstos ao início de novembro.

Há ainda outras etapas pelas quais o Kuna deve passar. Elas vão avaliar a durabilidade do armamento, precisão dos disparos e a fatores como a resistência do fuzil a quedas, por exemplo.

Do outro lado do corredor uma proposta diametralmente oposta à do fuzil era apresentada pela brasileira Condor, empresa especializada na produção de armamentos não letais: uma pistola com munições de borracha.

O diferencial, afirmaram à Folha responsáveis pelo estande, está na facilidade de manuseio do armamento, mais compacto do que as tradicionais espingardas que disparam esse tipo de munição. Recém-lançado, o modelo já foi adquirido por estados brasileiros, como a Bahia, e também por Guardas Municipais ou Polícias Municipais.

"Balas de borracha" são tradicionalmente associadas a protestos –em São Paulo, a PM anunciou em 2023 um plano de substituição gradual dessas munições—, mas valem também a outros cenários, a exemplo da segurança em presídios.

A poucos passos dali a chinesa Hytera exibia ao público duas novidades que, segundo a empresa, podem revolucionar a maneira como são feitas abordagens por forças de segurança.

São dois equipamentos distintos. O primeiro é uma câmera que filma dentro e fora da viatura. O segundo, por sua vez, é uma câmera corporal semelhante àquela utilizada por agentes da PM paulista.

Ambas possuem capacidade de armazenar uma ampla gama de informações idêntica à utilizada pelo sistema Smart Sampa, bandeira do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que cruza o rosto de pessoas filmadas em locais públicos com banco de dados do Poder Judicário para identificar foragidos.

A diferença é que o alerta quando algum criminoso é encontrado não é repassado a uma central: a própria câmera passa alerta o policial em casos assim.

Há também novidades no mercado de drones –ou contra o uso indevido deles– por meio de uma parceria da brasileira Arsitec com empresas alemãs. São três equipamentos que conseguem não apenas derrubar drones como também identificar o exato local onde estão as pessoas que operam os veículos aéreos não tripulados.

A tecnologia vale apenas a drones comerciais e não se aplica a equipamentos militares. Mas isso já basta, disse à reportagem um representante presente no evento, para que países reforcem a defesa de suas fronteiras ou de aeroportos.

Do outro lado do salão da São Paulo Expo, onde o congresso foi realizado, a Atech, empresa do grupo Embraer, expunha tecnologia semelhante produzida em solo brasileiro. A solução desenvolvida detecta e neutraliza drones suspeitos a partir de sensores, radares e câmeras. O modelo rastreia rotas dos equipamentos e o comportamento aéreo deles.

Apesar do foco em inteligência artificial e drones, outras tecnologias voltadas à segurança estavam no evento.

A Protecta, por exemplo, exibiu a recém-lançada blindagem veicular feita de polietileno, um tipo de plástico. Isso permite, segundo a empresa, que veículos de alta performance não saiam prejudicados pelo peso do aço, material tradicionalmente usado em blindagens veiculares.

O modelo apresentado não se limita a uma simples sobreposição do polietileno sobre o carro. O material, na verdade, possui camadas de prensa e calor que, juntas, evitam a perfuração até de calibres .44 ou .357.

Ao todo, 84 expositores e 15 delegações participaram do Congresso com inovações de mais de dez países –além da China, Alemanha e Estados Unidos, empresas exibiram também tecnologias de países como Israel, Áustria, França e Estônia, entre outros.

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