SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Uma jovem de 20 anos foi morta a tiros enquanto esperava o transporte para o trabalho na madrugada de quinta-feira (20) na Avenida Ragueb Chohfi, zona leste de São Paulo.
O crime foi flagrado por câmeras de segurança da via, que mostraram o momento em que Jenifer Cristina dos Santos Moreira estava sentada com colegas de trabalho em uma espécie de escadaria esperando o coletivo.
O suspeito se aproxima por trás e dispara pelo menos cinco vezes contra ela.
Segundo familiares de Jenifer ouvidos pela reportagem, o ex-marido dela, de 35 anos, foi o responsável pelos disparos. Ele não aceitava o término do relacionamento, que tinha ocorrido há três meses, e ameaçou a jovem, os filhos e os parentes dela.
"Ele já tinha ameaçado ela anteriormente, ela tinha procurado a delegacia, tínhamos instaurado inquérito, pedimos a medida protetiva, o juiz deu a medida protetiva para ela, mas nem isso foi suficiente para conter esse ódio e a vontade de tirar a vida dela", afirmou o delegado responsável pela investigação, Leandro Resende, em entrevista à TV Bandeirantes.
Os familiares de Jennifer afirmaram à reportagem que o suspeito foi preso na tarde desta sexta-feira (21) no centro de São Paulo.
O programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes, também mostrou o suspeito sendo levado da delegacia para uma área de mata no bairro Jardim Três Marias, onde o crime ocorreu, em busca da área do crime.
Até o momento, porém, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não confirmou oficialmente a prisão do homem.
O caso é investigado por inquérito policial instaurado pelo 49º Distrito Policial. A reportagem questionou a Polícia Civil se o caso é investigado como feminicídio, mas não recebeu resposta sobre o assunto.
O corpo de Jenifer foi enterrado na manhã desta sexta-feira. Ela deixa dois filhos -o suspeito era pai de um deles.

