"Estava na zona norte e rodei umas cinco horas para tentar chegar a um endereço na Santa Cecília. Como o Waze não mostrava qual estava alagada, tive de ir testando os caminhos que conhecia. Quando via que estava interditado, voltávamos de ré e buscava outra possibilidade", disse o motorista de aplicativo Rogério, que não conseguiu chegar ao destino.
"O passageiro desistiu e pegou o metrô. Deixou uma mala no meu carro e combinamos que eu devolveria hoje [terça, 11]", disse ele.
De acordo com o Waze, o serviço funcionou normalmente na segunda e que o sistema é abastecido por usuários.
"O Waze é uma plataforma colaborativa e é importante que os usuários participem ativamente do nosso mapa, imputando alertas para que a cidade possa ser melhor monitorada. O aplicativo funcionou de forma normal ontem, mas, comparado a outros dias, percebemos um aumento no volume de interações entre motoristas e maior movimentação nos chats de alertas", informou a empresa.
Ainda de acordo com a empresa, os alertas dos usuários ajudam a estabelecer as rotas de fuga.
"O motorista insere o alerta e, dependendo da informação, ele é incluído automaticamente no mapa. O alerta é feito pela comunidade e para a comunidade - ele é uma forma dos usuários se comunicarem entre si. Isso porque o motorista é o primeiro a saber, de fato, o que está acontecendo no seu caminho, e tem o poder de avisar os outros."
Para informar os outros motoristas sobre a existência de um alagamento, informa o Waze, o usuário precisa clicar no botão de "Reportar" e clicar no item "Perigo/Clima" e escolher entre a opção "Alagamento e Chuva".
"Se julgar necessário, ele também pode adicionar um comentário ou uma imagem para complementar o alerta."
O Waze informar, por fim, que ele tem parcerias com órgãos públicos que ajudam as cidades a enfrentar o desafio do trânsito usando troca de informações por meio iniciativa chamada "Waze for Cities". O programa existe desde 2014 e a cidade de São Paulo é parceira desde 2017.
