Começa com a disputa - por dinheiro - de um casal de modelos, Carl e Yaya. É o primeiro capítulo. Depois vem O Cruzeiro e, finalmente, A Ilha. Apesar das disputas e ofensas do começo, Carl e Yaya embarcam no cruzeiro marítimo. Tudo de graça. É a vantagem de serem jovens, belos, celebridades. O navio vai a pique numa tempestade, os sobreviventes reencontram-se na ilha, onde uma funcionária da limpeza assume o poder. Na adversidade, é a única que sabe pescar, acender o fogo. Seu poder é total, ela inclusive rouba o namorado da bela modelo.
Sua sátira ao status social e ao culto das celebridades subverte o mundo da moda com a mesma virulência com que investe contra o capitalista que fez fortuna vendendo armamentos. No mundo em guerra, é a certeza de ganhar dinheiro. A garotada da crítica morre de rir com as piadas sobre Marx e Lenin. O problema é que ele atua no limite. Para criticar o estado do mundo, concede ao público tudo aquilo que parece estar criticando. É um cínico.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



