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Dieta na doença inflamatória intestinal

- As doenças inflamatórias intestinais são multifatoriais: genética, imunidade, conteúdo da microbiota, alergias alimentares e hipersensibilidade. Elas podem causar deficiências nutricionais sendo as mais comuns a falta de proteína, vitaminas B9 e B12, ferro, cálcio, zinco e magnésio. A função da terapia nutricional é a reposição desses nutrientes, redução da inflamação, aumento no tempo de remissão e melhora da cicatrização. Estudos afirmam que ômega-3 é benéfico para esses pacientes, pois inibem naturalmente a citotoxicidade agindo como um antiinflamatório. Fibras ajudam a aumentar a produção de ácidos graxos de cadeia curta pelas bactérias intestinais melhorando a qualidade da microbiota, mas devem ser consumidas com cautela para não provocarem efeito oposto. Alimentos ricos em açúcares e gorduras devem ser evitados já que são pró-inflamatórios e aumentam a incidência dos episódios. Na fase ativa da doença leite e derivados devem ser evitados, pois aumentam a fermentação bacteriana via lactose. Probióticos podem ser uma alternativa visando a melhora da qualidade da microbiota intestinal. O estresse também deve ser controlado para que não haja um aumento do componente inflamatório. Alimentos antioxidantes podem auxiliar nessa questão. Referência: RAJENDRAN, N. et al. Role of diet in the management of inflammatory bowel disease. World J Gastroenterol, v.16, n.12, p.1442-1448, 2010. Por Joyce Rouvier
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