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Detentos sofrem queimaduras após incêndio em presídio de Minas Gerais

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Cinco presos estão internados em estado grave após um princípio de motim no presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves (MG). A confusão começou no início da tarde desta quinta-feira (4), quando um dos detentos colocou fogo em um colchão na unidade prisional.

As chamas se alastraram rapidamente em virtude do vento, e 18 pessoas ficaram feridas, incluindo o homem que começou o incêndio. Todas as vítimas ocupavam a mesma cela, segundo nota da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública).

Já com o incêndio controlado, 12 dos detentos foram encaminhados para atendimento médico —seis deles foram atendidos no próprio presídio e os demais precisaram ser transferidos para hospitais da região, sendo cinco em estado grave, conduzidos por helicóptero e com sinais de intoxicação por fumaça e queimaduras.

Ainda em nota enviada à reportagem, a Sejusp afirma que a unidade prisional não é palco de uma rebelião e que a situação já está controlada.

"A direção do presídio irá instaurar um procedimento interno de investigação para apurar administrativamente o fato. O Depen-MG seguirá acompanhando o estado de saúde de todos os custodiados. Nenhum servidor foi atingido", concluiu o órgão, que não comentou sobre a atual lotação do presídio.

Em relatório divulgado no ano passado, a UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) compartilhou relatos de detentos afirmando que as celas estavam superlotadas, sem ventilação e que os presos eram privados de banho de sol e distribuição de água em parte do dia.

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