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Combate ao crime pode ser feito sem tiro, diz secretário da Receita sobre conrole das fronteiras

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta sexta-feira (31) que nenhum tiro foi disparado na operação de vigilância em pontos de fronteira que resultou em 27 prisões em flagrante.

A declaração do integrante da equipe econômica foi dada três dias após a ação policial mais letal da história brasileira, ocorrida no Rio de Janeiro, com 121 mortos.

"O trabalho de combate à organização criminosa pode ser feito com inteligência, pode ser feito sem o disparo de um único tiro. É importante que a gente não desista de enfrentar o crime com inteligência, com cooperação", afirmou.

A fala de Barreirinhas ecoa o discurso do ministro Fernando Haddad (Fazenda), que cobrou cooperação do governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL), para asfixiar o financiamento do crime organizado. Um dia após a operação no estado, o ministro afirmou que o governo fluminense tinha feito praticamente nada em relação ao crime e que deveria ajudar a Receita a combater o "andar de cima".

Em declarações a jornalistas, Castro cobrou ajuda do governo federal e disse que solicitações de envio de blindados das Forças Armadas foram negadas. "É o Rio de Janeiro sozinho", afirmou. Depois da troca de acusações, o governador anunciou um acordo com o governo do presidente Lula (PT) para instalar um escritório emergencial de enfrentamento ao crime organizado em território fluminense.

Para Barreirinhas, o combate às organizações criminosas será efetivo se houver cooperação entre órgãos e entes da federação. "A preparação que se faz é um trabalho de inteligência, um trabalho prévio em que a gente já vai direcionado para o alvo, inclusive evitando que haja confronto direto nas operações."

A Operação Fronteira da Receita Federal, encerrada nesta sexta, registrou R$ 160 milhões em mercadorias apreendidas, além de 3,5 toneladas de drogas e 215 mil litros de bebidas destiladas adulteradas.

Voltada à vigilância e repressão em pontos de fronteira terrestre, marítima e aérea, a operação apreendeu um avião com 500 smartphones de alto valor e interditou um prédio de 20 andares em Belo Horizonte, onde havia indício de atuação de uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro.

Segundo a equipe da Receita, havia mercadoria contrabandeada em todos os andares do edifício. O órgão fiscal agora vai analisar a documentação apreendia para aplicar tributos, que devem ficar em torno de ao menos R$ 50 milhões.

De acordo com o Ministério da Fazenda, foram cerca de 400 servidores da Receita envolvidos, além de 225 do Exército e da Marinha e agentes de forças de segurança federais e estaduais.

A Operação Fronteira é realizada anualmente desde 2021 em pontos de fronteiras terrestres, marítimas e aéreas, reunindo órgãos de todos os entes da federação. O objetivo é combater crimes como descaminho e tráfico de drogas e armas nessas regiões.

Ainda segundo a equipe da Receita, o planejamento para a operação deste ano ocorria desde maio para que, em duas semanas no fim de outubro, as ações fossem efetivadas.

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