SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a saída de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, o presidente do Conselho Nacional de Medicina, Mauro Ribeiro, elogiou o trabalho feito até agora pela pasta e disse acreditar que o sucessor, Nelson Teich, não fará mudanças bruscas no primeiro momento. "Esse momento é muito difícil. Tem uma equipe que estava fazendo um bom trabalho, existe a maior ameaça da história da sociedade brasileira [o coronavírus]. Independente do ministro e dos secretários, o ideal seria a continuidade. Mas não foi possível e o presidente teve que agir. Ele tem todo o nosso apoio", disse à reportagem. Segundo Ribeiro, Bolsonaro é o presidente que mais apoio deu ao conselho, tendo feito quatro reuniões com a entidade desde que assumiu o cargo, em 2019. Ele diz que o maior perigo da nova doença é que ela não afeta apenas a saúde das pessoas, mas a sociedade em sua totalidade, o que inclui a economia. O grande desafio, diz, é criar uma política capaz de salvar todos estes aspectos do país. E a principal pergunta, e para a qual ainda não se tem uma resposta, é quando poderemos sair do isolamento com segurança. "Acreditamos que os próximos dois a três meses sejam período de maior dificuldade e maior sofrimento para a população. Acreditamos que as medidas tomadas pelo presidente e pelo ministro até aqui vão trazer impacto na curva de infectados e de mortalidade", completou.



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