Cerca de 200 postos ficam sem vacina contra Covid na cidade de São Paulo

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

21/06/2021 17h03 — em Variedades

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cerca de 200 postos de vacinação contra a Covid-19 estavam sem o imunizante por volta das 14h30 desta segunda-feira (21) na cidade de São Paulo. A prefeitura, gestão Ricardo Nunes (MDB), disse, em nota, que o problema era pontual por causa da alta demanda e que estava fazendo o remanejamento de doses.

Nesta segunda-feira e terça (22), a cidade de São Paulo faz uma repescagem para vacinar pessoas de 50 a 59 anos, que não conseguiram se vacinar na semana passada.

Neste horário, o site "De Olho na Fila", serviço criado pela Secretaria Municipal da Saúde para mostrar a situação das filas nos postos de saúde, apontou que 198 locais de vacinação estavam com status de "não funcionando". Apenas nos da zona oeste não havia a comunicação.

Todos os postos procurados pela reportagem afirmaram que a vacinação havia sido interrompida pela falta de doses. Vale lembrar que os megapostos de drive-thru e para pedestres, além de vacinação em farmácias, não funcionaram nesta segunda e terça, segundo a prefeitura..

Apenas na zona sul, 82 postos estavam com o alerta. Na UBS (Unidade Básica de Saúde) Jardim das Palmas, na Vila Andrade, por exemplo, a atendente disse que as vacinas acabaram por volta das 10h. Mesmo horário que na UBS Sacomã, segundo uma funcionária, por telefone. Na UBS Laranjeiras, em Pedreira, a informação era de que as vacinas acabaram no período da manhã.

Na zona leste, 66 postos estavam com o alerta por volta das 14h30. A AMA/UBS Integrada Vila Antonieta afirmou que o imunizante acabou de manhã, que receberam mais doses na sequência, mas o insuficiente e logo acabou novamente.

Ainda na zona leste, uma funcionária UBS Brás disse que vacinaram algumas pessoas na parte da manhã, as doses acabaram e o posto foi reabastecido, mas, segundo ela, com poucos imunizantes. No início da tarde já havia acabado de novo.

Entre as pessoas que tentaram no Brás, está a camareira Iolanda Ferreira, 41 anos, que afirma ter comorbidade. "Vim tomar a vacina e para variar não tem. Já é a sexta vez que tento e nunca consigo. Sempre falam que as doses estão em falta", disse. "Falaram que acabou 13h e pediram para tentar vir amanhã, que talvez consiga", afirmou Iolanda.

Na mesma UBS, a autônoma Maria Célia Nunes, 49, que recentemente terminou um tratamento contra um câncer, também não conseguiu o imunizante. "Vi na televisão que já poderia tomar e vim aqui. É a primeira vez que tento ser vacinada contra Covid e falaram que as doses acabaram. Além disso, disseram que minha dose é só sexta-feira", afirmou, sobre o calendário para a faixa entre 40 3 49 anos, cujo escalonamento por idade começa nesta quarta-feira (23).

Na zona norte havia 50 UBSs com o alerta no serviço da prefeitura. A UBS Vila Caiúba, no Perus, por exemplo, uma atendente disse por telefone que a unidade que ficou desabastecida de manhã e ela não sabia se voltaria a vacinar nesta segunda.

A região central chegou a apontar um desabastecimento na UBS Sé, mas logo normalizou a situação. Por outro lado, a UBS Bom Retiro apontou a falta do imunizante por volta das 14h50.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que o desabastecimento era pontual por causa da alta procura do imunizante. Além disso, a pasta disse que está fazendo o remanejamento de doses entre os postos da capital para garantir a vacinação nos territórios.

"Com relação ao status do 'De Olho na Fila', citado pela reportagem, a pasta esclarece que são unidades que estão providenciando o remanejamento/abastecimento de doses, para garantir a vacinação nos territórios", afirmou. "Na capital, até o dia 20 de junho, já foram aplicadas 6.265.013 doses de vacina contra a Covid-19. São 4.573.688 para primeira dose e 1.691.325 para a segunda", disse, a secretaria, em nota.

Em contato com a reportagem, o governo de São Paulo, gestão João Dória (PSDB), disse que não poderia se posicionar sobre o tema, já que sua função é de distribuir as vacinas para as cidades do estado, mas a responsabilidade de distribuição era interna.

Questionado sobre o envido de mais doses, o governo não falou sobre uma possibilidade de enviar mais doses, já que também depende do Ministério da Saúde.


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