RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta sexta-feira (14) um reajuste de 36% no RAS (Regime Adicional de Serviço), principal mecanismo de pagamento de serviços extras a policiais militares. A correção, a primeira desde 2019, passa a valer para as horas trabalhadas a partir de dezembro.
O RAS é utilizado para reforçar o policiamento com agentes em dias de folga e mobiliza cerca de 5.300 deles diariamente, segundo dados da gestão Castro.
Com a nova tabela, um oficial superior poderá receber R$ 1.512,14 por 24 horas de serviço extra, enquanto cabos e soldados receberão R$ 766,11 pelo mesmo período. Os valores para os turnos de 6, 8 e 12 horas também foram atualizados.
O decreto altera a estrutura interna do RAS e cria uma categoria específica para sargentos e subtenentes, que passam a integrar uma faixa intermediária entre capitães e tenentes e cabos e soldados. Com isso, o programa passa a operar com quatro níveis: oficiais superiores; capitães e tenentes; sargentos e subtenentes; e cabos e soldados.
A norma também inclui o turno de 24 horas, inexistente até então, que poderá ser aplicado apenas em situações excepcionais e com autorização do comando-geral da corporação.
Além do reajuste no RAS, o governo anunciou na segunda-feira (10) o aumento do auxílio-alimentação, que estava congelado desde 2004. O valor passa de R$ 162,60 para R$ 433,80, uma alta de 166%, a partir da folha de pagamento de dezembro.
O benefício é destinado aos chamados desarranchados, policiais lotados em unidades sem rancho, grupo que reúne cerca de 14 mil PMs entre praças e oficiais.
As medidas foram anunciadas dias após a operação que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, sendo dois PMs, na zona norte do Rio.

