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Após reunião com ministras, líder munduruku diz que povos indígenas precisam ser mais ouvidos

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BELÉM, PA (FOLHAPRESS) - A líder indígena Alessandra Munduruku disse que os povos indígenas "precisam ser mais ouvido, mais consultados dentro dos territórios". "Eu, sozinha, não posso falar pelo meu povo. A decisão é coletiva. E a nossa luta é justa, pacífica, com as mulheres e as crianças. A luta não se faz sozinha, mas em coletivo", disse após reunião com as ministras Sonia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente) e o presidente da COP 30, André Corrêa do Lago.

O encontro acontece após protesto esta manhã, em frente à zona azul, em que os indígenas reivindicavam a revogação do Decreto 12.600/2025, que institui o Plano Nacional de Hidrovias e incluiu os rios Tapajós, Madeira e Tocantins como eixos prioritários para navegação de cargas.

Eles também pedem o cancelamento da Ferrogrão, proteção contra grandes empreendimentos dentro do território e a aceleração da demarcação das terras indígenas.

Sobre essas reivindicações, Alessandra disse que "está esperando que conversem com o Lula". "A gente quer uma resposta do Lula, principalmente sobre o decreto e sobre a Ferrogrão, porque isso vai nos prejudicar bastante. Mas estar aqui com as ministras e como o presidente da COP já é um avanço".

Segundo ela, os mundurukus não vão permitir a Ferrogrão: "É nossa casa, nossa floresta, nosso rio"

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