Ana Paula detalhou que tem sentido dificuldades de retomar a rotina de antes do ocorrido e que o cotidiano tem sido "cansativo", mas que está bem. "Resolvi começar voltando a treinar, coisa que eu fazia quase toda manhã, mas essa noite foi mais agitada, eu me atrasei toda. [...] É muito difícil desgrudar do cuidado que eu tenho 24h com o Gustavo para fazer qualquer outra coisa, inclusive essas que me fazem bem."
A apresentadora citou a "economia do cuidado" - trabalho realizado por pessoas que cuidam de outras pessoas -, mas confessou que não tinha "ideia do que é ser uma cuidadora de alguém que ama". Ela descreveu a experiência como "avassaladora", fisicamente e, principalmente, emocionalmente.
"Se ele dorme bem, eu durmo bem. Se ele está com muita dor, eu me sinto a última das criaturas, a mais impotente do mundo, por não poder fazer nada, a não ser dar os remédios que o médico prescreveu", disse. Ela descreveu que Gustavo tem "sorte" por poder se recuperar e que a apresentadora também tem "sorte" por ter uma rede de apoio.
"Eu fiquei pensando: Como é cuidar de alguém sem isso tudo que eu tenho e por tempo indeterminado, às vezes, uma vida inteira?", questionou. "Eu não sei quem eu vou ser no futuro, mas eu já sei que eu não sou mais a pessoa que eu era quinze dias atrás. Eu me sinto extremamente vulnerável, mais emotiva e muito menos apegada a tudo que não seja muito fundamental."
*Estagiária sob supervisão de Charlise de Morais



