- Os exercícios de alongamento são muito utilizados na reabilitação e na prática esportiva, visando aumentar a extensibilidade músculotendínea e do tecido conjuntivo muscular e periarticular, contribuindo na melhora da flexibilidade. Os músculos podem sofrer um encurtamento devido a adaptações posturais e de cicatrização ou por espasmos e contrações o que pode levar a uma alteração no limite de locomoção e em um desequilíbrio muscular.
São conhecidos três tipos de alongamento: estático, dinâmico e pré-contração. O estático é o mais comum onde há uma "parada" em uma determinada posição para o alongamento de algum grupo muscular e deve ser realizado de forma lenta e gradual.
Há uma divergência entre pesquisadores sobre a eficácia do alongamento na prevenção de lesões. Alguns afirmam que pode causar uma queda na força muscular e na performance, pois provoca um aumento agudo na flexibilidade músculotendínea exercendo um efeito negativo em atividades que envolvam produção de força explosiva. Eles acreditam que em atividades que exijam uma maior flexibilidade o alongamento pode ser benéfico.
Os estudos indicam que 30s de alongamento já é o suficiente para uma melhora na flexibilidade com séries de duas a quatro. O American College of Sports Medicine recomenda o alongamento estático antes de um aquecimento ativo, pelo menos de duas a três vezes por semana. O alongamento dinâmico é recomendado para atletas de corrida e que utilizam muito de pulos como o basquete e o vôlei.
Com relação a reabilitação ele é muito utilizado e indicado principalmente visando a flexibilidade e o alinhamento das fibras de colágeno durante a cicatrização. Estudos já demonstraram seus benefícios pra melhora de condições ortopédicas e em osteoartrites. Assim como melhora nas dores de ombros, joelhos, pescoço e costas.
Referência: PAGE, P. Current concepts in muscle stretching for exercise and rehabilitation. International Journal of Sports Physical Therapy, v.7, n.1, p.109-119, 2012. Por Joyce Rouvier

