Neste segundo semestre, testemunhamos um estrondo de R$ 38 bilhões movimentando a economia brasileira, de acordo com Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) relacionado ao turismo no Brasil.
Embora os números nacionais mostrem um setor turístico vibrante, a realidade na Amazônia é muitas vezes uma sombra negligenciada. A questão crucial é: até que ponto a fatia da Amazônia nesse bolo milionário foi realmente significativa?
A Amazônia, com sua riqueza natural e cultural, tem potencial para ser uma joia do turismo, mas lutamos seriamente para obter uma parte justa. Os R$ 38 bilhões movimentados podem ter impulsionado praias e cidades históricas do restante do Brasil, mas a Amazônia muitas vezes fica fora do radar, esquecida no meio da floresta.
A infraestrutura limitada, combinada com desafios logísticos, como por exemplo a BR 319, deixa a Amazônia à margem do frenesi turístico que vemos em outras partes do Brasil. Enquanto as praias lotam e as atrações urbanas prosperam, o turismo amazônico enfrenta obstáculos significativos para atrair uma fatia justa deste montante e, consequentemente, dos benefícios econômicos.
Além disso, a preocupação ambiental e cultural sempre fica em segundo plano. Será que os R$ 38 bilhões consideraram a importância de preservar a biodiversidade única da Amazônia e o modo de vida das comunidades locais?
Ou será que a pressa por números impressionantes sacrificou o cuidado necessário com a natureza e a cultura? É hora de questionar a equidade na distribuição dos benefícios do turismo no Brasil. A Amazônia merece mais do que ser uma nota de rodapé em relatórios turísticos nacionais.
Se queremos verdadeiramente valorizar essa região vital, é preciso investir em infraestrutura, promover práticas turísticas sustentáveis e garantir que a Amazônia seja uma prioridade, não uma reflexão tardia, quando se trata de movimentar a economia do turismo brasileiro.
Turismo na Amazônia, Eu Acredito!






