Estamos acompanhando com perplexidade a crise humanitária pela qual os yanomâmis têm passado na Amazônia. Doenças, fome, desnutrição, mortes, insegurança, poluição e a negligência, deixaram rastros alarmantes. Estou estarrecido e indignado pelo descaso com os povos originários do nosso país, personagens principais da história e da cultura brasileira.
Um povo tão rico, mas ao mesmo tempo empobrecido e afetado economicamente pela ambição e falta de políticas públicas. Aplaudo todas as medidas emergênciais adotadas, o atendimento médico, o envio de alimentos e posteriormente o combate às ações ilegais que ameaçam o nosso tapete verde. Porém, sabemos que essas ações são paleativas.
O etnoturismo e o turismo de base comunitária, devem ser urgentemente aplicados como uma das soluções. Já temos exemplos na Amazônia que comprovam a sua eficácia. Os próprios yanômamis foram destaque na imprensa nacional por proporcionarem à turistas a experiência única de visitação ao Pico da Neblina. O mundo todo quer vivenciar a cultura e os costumes dos guardiões da floresta e isso, aliado a preservação, tem um alto valor agregado.
O Ministério do Turismo e o recém criado Ministério dos Povos Originários, têm tudo para dar as mãos aos yanomâmis e vencer essa luta através da conservação, humanização e sustentabilidade. O turismo é assim, está em todo lugar e pode ajudar a todos nós.
Por soluções sustentáveis e dignidade aos yanômamis, Turismo Eu Acredito!




