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Despacho gratuito de bagagem não pode ser 'ilusão'


Por Orsine Jr.

21/05/2022 9h06 — em
Turismo, eu acredito!


Foto: Reprodução Internet

Sou a favor de tudo que favorece e facilita a vida do turista, ainda mais porque vivemos em um país com uma das cargas tributárias mais altas do mundo e onde, infelizmente, o preço das passagens aéreas têm “pesado” cada vez mais no bolso de quem pratica turismo no Brasil. Por isso, sou favorável ao despacho gratuito de mala em viagem de avião, mas com uma ressalva.

 A ressalva é: não podemos permitir que essa gratuidade seja “ilusória”, ou seja, o turista não pode pagar de forma “velada” pelo serviço. O Senado aprovou, no último dia 17, a medida provisória que altera leis do setor aéreo para permitir a entrada de novas companhias no país e que, também, garante o despacho gratuito de mala. 

Aqui no Brasil, as companhias contam com alguns incentivos fiscais, justamente para tentar “driblar” a alta dos combustíveis, aumentar o número de rotas e assegurar benefícios aos passageiros. Por esses motivos, os órgãos reguladores de aviação e de defesa do consumidor precisam estar atentos para que os viajantes e o próprio turismo não sejam afetados.

Aqui, o despacho gratuito de passagens é um “detalhe” que faz diferença, mesmo que o Brasil seja um dos poucos países onde o assunto é discutido. Em países da Europa e nos Estados Unidos, por exemplo, o serviço é cobrado e as pessoas não reclamam, mas, em contrapartida, as empresas entregam os serviços propostos, conforme o valor do tíquete pago. 

Enquanto a medida continua em tramitação no Congresso — o assunto será discutido na Câmara Federal —, nós continuamos na torcida pelo melhor ao turista e ao turismo. Por isso, Turismo Eu Acredito!


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