Cancelado pelo segundo ano consecutivo, por conta da pandemia, o Festival de Parintins, maior evento folclórico a céu aberto do mundo, tenta se reinventar mais uma vez, realizando a “Live Parintins 2021” neste final de semana, na Ilha da Magia.
Uma grande tristeza para o Amazonas, pois o festival é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a maior ferramenta de fomento ao turismo da região norte. Assim também, como sentimos a perda dos mais de 100 membros das agremiações, pelo Covid-19.
Para o turismo amazonense e para a capital do boi-bumbá, onde a festa gera mais de 10 mil empregos direta e indiretamente, é mais uma temporada sem rendimentos, deixando um grande prejuízo na economia do município. O Festival de Parintins tem um grande potencial para trazer turistas e levar o nome do Amazonas “para o mundo ver”.

Foto: Divulgação/Amazonastur
É um espetáculo realizado no interior do Estado que gera a interiorização do desenvolvimento, emprego e renda, e que precisa ser assistido de uma forma mais contundente pelo governo estadual, com a utilização do Fundo de Turismo (FTI) para que esses artistas e essa grande festa folclórica não fiquem desamparados. Também é preciso que as agremiações dos bois passem por uma reformulação nos seus estatutos, criando responsabilidade fiscal aos seus gestores.
Então, que não fiquemos somente nas lives, e sim usemos esse tempo para refletir, melhorar e aprimorar o Festival de Parintins. A pandemia provocou transformações em todo o mundo, e não seria diferente com o nosso festival.
Festival de Parintins! Turismo eu acredito!


