A Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e Messenger, mantém uma central de orientações voltada a pessoas que tiveram fotos ou vídeos íntimos compartilhados sem autorização em suas plataformas. O material reúne o passo a passo para denunciar publicações desse tipo, solicitar a remoção do conteúdo e impedir novas tentativas de divulgação.
Segundo a empresa, os casos são analisados por equipes especializadas, que podem remover o material do ar e suspender a conta responsável pela publicação. A companhia também utiliza tecnologia de reconhecimento de imagem para identificar novas tentativas de compartilhar o mesmo conteúdo nas três plataformas, dificultando que o material volte a circular após a primeira denúncia.
Entre as ferramentas oferecidas está o StopNCII.org, serviço que permite à vítima gerar um código digital, conhecido como hash, a partir da imagem sensível diretamente no próprio dispositivo, sem que o arquivo precise ser enviado a terceiros. Esse código é compartilhado com plataformas parceiras da iniciativa, que passam a bloquear automaticamente qualquer tentativa de publicação da mesma imagem. A Meta orienta ainda que, em casos de risco à integridade física, a vítima procure imediatamente as autoridades policiais, além de manter registros de onde o conteúdo foi encontrado para facilitar pedidos de remoção.
A empresa recomenda que vítimas busquem apoio de organizações especializadas, que oferecem orientação jurídica e psicológica gratuita. Especialistas destacam que compartilhar imagem íntima de terceiros sem consentimento pode configurar crime previsto na legislação brasileira, com possibilidade de responsabilização criminal e indenização por danos morais e materiais.




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