A concessionária de saneamento Saneago, de Goiás, identificou nesta semana um golpe que usa números de WhatsApp sem vínculo com a empresa para cobrar faturas falsas via Pix de clientes. As mensagens partem de um número que imita o atendimento oficial, cobram a "segunda via" da conta de água e induzem a vítima a pagar um QR Code fraudulento ou a informar dados pessoais.
O mesmo tipo de abordagem, que especialistas chamam de golpe do "atendimento falso", também usa boletos fraudulentos e sites clonados que aparecem em buscas na internet quando o consumidor procura a segunda via da própria conta. Companhias de água e energia de diferentes estados — incluindo as que atendem Manaus e o interior do Amazonas — já emitiram orientações sobre esse tipo de abordagem, mas o golpe continua circulando porque os criminosos trocam de número com frequência.
A recomendação das concessionárias é não confirmar nenhum dado pessoal em contato que chegue de forma espontânea pelo WhatsApp, mesmo que o número exiba foto e nome da empresa. O cliente deve digitar o endereço oficial do site diretamente no navegador, em vez de clicar em resultados de busca, e conferir sempre o nome do recebedor antes de concluir qualquer pagamento por Pix.
Especialistas em segurança digital reforçam que o pagamento de contas de serviços públicos deve ser feito, de preferência, pelo QR Code impresso na própria fatura, pelo aplicativo oficial do banco ou da concessionária, ou por débito automático — nunca a partir de um link ou QR Code recebido por mensagem.
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