Por Pritam Biswas
12 Ago (Reuters) - A presidente da Câmara Municipal de Nova York, Julie Menin, acusou as principais startups do mercado preditivo de utilizarem práticas de marketing predatórias para explorar jovens investidores, de acordo com uma carta enviada à Polymarket que revela que a casa abriu uma investigação sobre as alegações.
A carta de Menin ao presidente-executivo da Polymarket, Shayne Coplan, datada de 11 de agosto, também cita outras plataformas de mercados preditivos, incluindo Kalshi, Coinbase e Gemini Titan, em relação às supostas práticas de marketing voltadas para usuários jovens.
Startups do setor, como a Polymarket, permitem que os usuários façam apostas em contratos de eventos sobre temas variados que incluem política, esportes e entretenimento. O setor se expandiu rapidamente nos últimos anos, atraindo uma grande base de participantes.
Críticos afirmam que as plataformas são pouco mais do que jogos de azar e podem representar riscos relacionados ao uso de informações privilegiadas e a comportamentos que geram dependência.
A carta, citando reportagens da imprensa, afirma que a Polymarket teria supostamente conspirado com agentes de marketing e influenciadores das redes sociais para atingir jovens adultos e, potencialmente, menores de idade com publicidade falsa e enganosa.
“Estamos ansiosos para dialogar com a Câmara Municipal de Nova York sobre esse assunto”, disse um porta-voz da Polymarket em comunicado enviado à Reuters.
A investigação da Câmara Municipal de Nova York pode se tornar um teste decisivo para a Polymarket e outras plataformas preditivas, à medida que defendem seu modelo de negócios contra reguladores estaduais que contestam contratos de eventos, incluindo mercados relacionados a esportes.
A Polymarket é regulamentada pela Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC). No início deste ano, a CFTC moveu uma ação contra o estado de Nova York, acusando-o de usurpar a autoridade federal ao processar empresas de mercados preditivos com base em leis de jogos de azar.
De acordo com a carta, a Polymarket teria pago influenciadores sem divulgar essa informação, produzido vídeos mostrando negociações falsas em sites criados para imitar sua plataforma, apresentado apostas perdidas como vencedoras e incentivado o uso de informações privilegiadas.
A carta também pede que a Polymarket responda em 14 dias úteis a perguntas sobre o uso de redes sociais, influenciadores e criadores de conteúdo em suas campanhas de marketing.



Aviso