O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, a CDC-Aleam, deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), em parceria com a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM) e da Delegacia do Consumidor (Decon), recebeu estudantes finalistas dos cursos de serviço social, pedagogia e administração, da Faculdade Tahirih, localizada no bairro São José 4, Zona Leste de Manaus. Os alunos, do 6º período, reclamam que foram comunicados pela Faculdade Tahirih, para fazer a inscrição do sexto, para o oitavo período. Segundo eles, o 7º período seria feito em um curso de férias.
“Como podemos cursar três matérias durante um único mês e as outras quatro matérias junto com mais sete do 8º período e ainda tem o TCC, que é o trabalho de conclusão de curso? É impossível, a turma não concorda. Sem contar que não dá para estudarmos de segunda a sábado sem sermos prejudicados. Há muitos alunos adventistas na nossa turma e nós não concordamos em fazer um período em apenas um mês. Como vamos ter aprendizado desse jeito? O valor pago é de R$ 1.400 e só pode ser parcelado no cartão de crédito. Nem todos possuem cartão de crédito, isso é mais um problema. Um absurdo”, lamentou a universitária Raquel Macêdo.
A diretora da faculdade, Maria Aparecida Costa disse que a proposta de cursar um período em um curso de férias, foi feita aos alunos porque a instituição pode fechar as portas a qualquer momento. “Tomamos medidas para evitar prejuízos. Diante da possibilidade da faculdade não funcionar mais, precisamos de meios para que os alunos não sejam prejudicados, por isso queremos concluir os cursos finalistas no próximo semestre”, afirmou a diretora.
O presidente da Comissão de Defesa do consumidor, Marcos Rotta, afirmou que o melhor deve ser feito para não prejudicar os estudantes. O parlamentar disse ainda que a faculdade tem obrigação de cumprir o contrato.
O Defensor Público do Estado, Carlos Alberto Almeida Filho afirma que vai aguardar a reunião da próxima terça-feira (10) para fechar um acordo. Segundo ele, neste caso, os alunos tem, por lei, o direito de ser transferidos sem o pagamento de taxas.
Foto: Elisa Garcia Maia/Aleam

